Djokovic, o Nº 1. Del Potro e Soares chegam para a briga. Serena impossível



Roger Federer fora de Paris. Não é nenhuma surpresa. Há algumas semanas ele já afirmara da possibilidade em não jogar o evento francês dando prioridade ao torneio na sua casa, na Basileia. Na verdade a ATP buscou reduzir o calendário atendendo pedidos dos jogadores para aumentar as férias e gerou um problema com o Masters de Paris, que acontecia no passado, do mesmo ser colado ao ATP World Finals. Assim, a prioridade ficou com Londres.

Roger tinha a chance, jogando na França, de terminar o ano como número 1 – ganhando US$ 2 milhões de bônus e igualando Pete Sampras com seis anos no topo, mas sua situação era delicada. Precisava vencer o torneio e fazer a campanha impecável em Londres.  Optou por conservar seu físico. Afinal ele não é nenhum garoto de 25 anos mais.

Na verdade Roger se complicou primeiro com a derrota nas quartas do US Open e a queda na semi de Xangai, perdeu pontos preciosos que fizeram a diferença.

Tirando isso, Federer não tem o que lamentar. Aos 31 anos, quando poucos esperavam, fez uma ótima temporada, voltou a vencer um Grand Slam e retornou ao topo passando das 300 semanas no mesmo. A temporada aliás foi a mais disputada desde 2003 e num nível altíssimo com fases boas e nem tão boas de todos os top 4 com um Novak Djokovic mais regular merecendo finalizar como número 1.

E a expectativa cresce para que em 2013 a disputa seja ainda maior com um Andy Murray mais encorpado tendo chances pelo número 1. Ajudará se Rafael Nadal conseguir, em primeiro lugar, um bom retorno, e, em segundo lugar, manter-se saudável até o fim da temporada.

Apesar da definição com duas semanas de antecedência o ano ainda não terminou e teremos interessantes pela frente. Federer sabe, por exemplo, que se for mal em Londres, sua distância para os líderes aumentará e o retorno ao topo custará mais tempo.

Del Potro quebra barreira – O domingo foi importante para Del Potro. O argentino venceu, em um equilibrado encontro, Roger Federer, sua primeira vitória no ano em sete jogos e primeira após três anos. Um triunfo que Delpo precisava acrescentar confiança para o argentino que passará a ficar muito mais perigoso a partir de agora. Ele é um ótimo pretendente para ganhar o Finals e a brigar pelos Slams em 2013.

Serena impossível – A número 1. Só isso que tenho a dizer para Serena Williams. Só não vai ocupar tal posição pois não obteve tanta regularidade no início da temporada. Quando está bem fisicamente e com vontade ela faz isso o que realizou no segundo semestre. Título de Wimbledon, Olimpíada, US Open e WTA Championship. O problema é ela querer de verdade vencer os torneios Premiere que são importantes na contagem de pontos. Se quiser, não tem pra Sharapova, ne, Azarenka e nem outra tenista. A força e o saque fazem a diferença.

Bruno Soares gigante – Uma pena que a dupla Soares/Peya tenha sido formada às vésperas do último Slam do ano. Que final de temporada incrível da nova parceria do brasileiro. Título em Tóquio, Kuala Lumpur, agora em Valência. Para Soares ainda o US Open de mistas e Estocolmo com Marcelo Melo. Sua fase é brilhante e a sintonia é fina com o austríaco.

Os dois jogaram sete torneios juntos e com três canecos vão se colocar entre as 15 melhores parcerias do ano. Mesmo sem chances de ir ao Finals os títulos vem colocando os dois com ranking melhor fazendo com que eles entrem até como cabeças de chave nos principais eventos do ano.



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