Bellucci inspirado e quadra “lenta”



Cobertura esta semana no challenger do Rio de Janeiro, a Peugeot Tennis Cup. Vale à pena comparecer ao evento, muito bem organizado, com bons tenistas, ótimos jogos e um visual de tirar o fôlego. Você assiste a um jogo na quadra 1 e admita o Cristo Redentor ao fundo. Espetacular. Fora isso estrelas aparecendo como Dejan Petkovic, que hoje joga uma partida de futebol com Marko Djokovic, irmão do homem, Novak.

Em meio aos jogos venho fazendo algumas entrevistas e ontem bati um papo com João Zwetsch.  Foi definida ontem a cidade de Jacksonville, na Flórida, e um piso duro e coberto para receber o Brasil na volta ao Grupo Mundial em fevereiro de 2013.

O gaúcho aposta e torce para que os americanos coloquem uma quadra “lenta”, não de saibro (risos), mas sim um piso duro não tão veloz. Para João, algo parecido ao do US Open ou de Miami ajudaria aos tenistas locais, principalmente Thomaz Bellucci: “Thomaz já fez ótimas atuações nesse piso duro mais lento, como em Kazan contra a Rússia e Indian Wells tirando set do Federer. Ele consegue ter mais tempo pra construir os pontos e seu jogo flui mais naturalmente”.

João aposta e precisará de um Bellucci inspirado no final de semana, mas acredita que nossa dupla pode superar os irmãos Bob e Mike Bryan. Pra mim uma vitória dos brazucas sobre os americanos não é nenhuma surpresa, ainda mais na boa fase que Melo e Soares se encontram.

A íntegra do bate-papo você pode encontrar aqui!

Entre outras entrevistas, Ricardo Mello ainda tem sua situação indefinida. Com uma lesão no quadril, que está controlada, mas não apagada, seus resultados sumiram assim como sua motivação para seguir jogando challengers – que são os torneios onde tem ranking para entrar. O Rio de Janeiro pode ser o último ato do tenista que já venceu um ATP, em Delray Beach 2004, e foi top 50.

Leia a Entrevista com Mello aqui!

Falamos também com Thiago Alves. Com jogos no piso duro e coberto as chances dele aumentam em retornar à Davis. Ele acredita que tem boa possibilidade, mas ao mesmo tempo não quer estar obcecado pela competição.

Leia Aqui

Voltando ao Bellucci. É hora dele conseguir um bom resultado no piso duro. Sua chave está muito boa em Moscou. Cipolla na primeira rodada, 85 do mundo, Janowicz nas quartas e pra semi complicaria se Dolgopolov chegasse.

 

Sem menosprezo – No último final de semana vazou um guia da USTA, federação americana, sobre aplicação para sedes das quartas de final da Copa Davis contra Bélgica ou Sérvia. Após consultar a ITF, vi que não rolou nenhum menosprezo por parte da USTA visto que o deadline para escolha de sedes dos confrontos de quartas é dia 4 de fevereiro, um após o término da primeira fase. Como os americanos sabem que, se vencer o Brasil, jogariam em casa, já se organizaram para ter as postulantes até o início de janeiro. Tomara que toda essa organização americana seja derrubada pelos membros do Brasil.

Quem quiser ver o documento completo está aqui

 

http://www.tenisnews.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=50218



  • André T.

    devem colocar um piso ultra rapido nao tenho nem duvidas. até pq o time vai ser de Isner Querrey ou talvez FIsh caso se recupere. todo jogadores com grande saque e que preferem definir logo os pontos. e até ano que vem a boa fase do bruno e melo será outra, nem dá pra contar com o bom momento de agora.

  • Maurício

    Bom, eu, que sou torcedor, e não técnico ou jornalista, sinto-me à vontade para dizer que a julgar pelos resultados pífios do Bellucci em quadras duras – tanto no ano passado quanto neste ano – só um milagre para livrar o Brasil da repescagem da Copa Davis. Porém, milagre é como o próprio nome diz: é muito raro, é milagre.
    Que saudade do Guga… Eu, da minha parte, não creio que nenhum brasileiro consiga tal mágica. Na melhor das hipóteses, talvez tirem deles um ou outro “set”.
    É claro que o técnico e os jornalistas não vão dizer nada disto abertamente, senão, quem iria querer viajar pra lá, pagar passagem de avião, hotel e ingresso (tudo em dólar), pra torcer para o “barco furado” brasileiro não ir a pique?
    É triste, mas o nosso sonho de primeira divisão tem data marcada para acabar. Então, é aproveitar enquanto pode.

  • Ricardo Monteiro

    Dificil ganharmos dos EUA, numa quadra dura, piso rapido, o tecnico do brasil ta certo oras, não vai falar que vai perder, não temos um jogador nº 2, dificil ganhar dos irmãos bryan, olhem só os numeros deles, só tem 2 derrotas de duplas na copa davis, repetindo 2 derrotas!! todas as outras equipes quando jogam com eles, ja esperam uma derrota nas duplas, decidem nas simples, sou mais realista. vamos para repescagem, e outra coisa, comparando com futebol, somos equipe de série b, quando subimos para serie a, brigamos para não cair, se manter na serie a.

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