Djokovic coroa seu ‘retorno’. Situação difícil de Federer



Está surgindo um novo clássico no tênis. Ainda não é dos moldes de Federer x Nadal e tampouco Nadal x Djokovic, mas Djokovic e Murray fizeram, no US Open e agora em Xangai, duas grandes partidas, recheadas de emoção e com alta qualidade. Aquela amizade que ambos tornaram pública nos últimos anos passa a ser mais do que testada a partir de agora afinal tanto um como o outro tira objetivos/sonhos e muitos dólares do bolso do adversário em caso de vitória.

Na verdade estes dois mais Federer e Nadal vivem a Era de Ouro do tênis, então a maioria dos jogos entre eles a disputa é grande e num padrão elevado, sendo assim qualquer partida pode ser elevada ao status de clássico ainda mais agora que Murray ganha mais espaço e respeito com seu título em Nova York e na Olimpíada.

Dá pra dizer que Murray amarelou ? Não me arrisco. É uma palavra que só deve ser usada se foi uma vacilada forte, uma dupla-falta, um 40;0 perdido com bobagens ou um 5/1 de vantagem. Andy sacou pra partida com 5/4, fez 30/0, teve ao todo cinco match-points (quatro deles no tie-break), falhou em alguns, mas o jogo em si se encontrava muito equilibrado e Djokovic tem um poder mental super forte e foi capaz de não se abater, não se entregar.

Aquele Djokovic titubeante na parte mental que vimos até o US Open injetou aquela confiança que precisava para dar uma super arrancada nesse fim de ano. São dois títulos seguidos e poucos pontos a defender até o i´nício de 2013.

Quem não gostou do que viu hoje foi Roger Federer. Sua vantagem cairá para 195 pontos no ranking e Roger defende 3 mil pontos até o fim da temporada tendo que repetir títulos nos três torneios restantes e torcer para que Djokovic não vá bem tanto em Paris como em Londres. Mesmo que vença tudo novamente, Federer pode sair como número dois.

Sem dúvida ele não vai se conformar em terminar a temporada como número dois. Além de vir liderando desde julho, o suíço deixará de igualar Pete Sampras com o sexto ano terminando no topo além de deixar de ganhar um bônus de cerca de US$ 1,5 milhões. O campeão do ano tendo disputado todos os oito Masters 1000 obrigatórios leva US$ 2 milhões, mas Roger não foi ao Canadá, então sofreria um desconto.

Curtinhas:

Não gostei do que vi no saque de Federer contra Murray. Serviu fraco, tomou trocentas bordoadas de Murray na devolução. Será que o suíço estaria sentindo novamente os recorrentes problemas nas costas ? Ele dificilmente fala sobre o assunto. Vamos seguir acompanhando. Federer costuma sacar melhor.



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