300 vezes Federer



A semana, dia que passa Roger Federer segue batendo recordes e cada vez mais fincando seu nome na história do tênis. Nesta quinta-feira foram dois números estabelecidos. Garantiu o número 1 por pelo menos mais duas semanas e na próxima segunda-feira atingirá a 300ª semana no topo. Ele já tem o recorde como o maior líder de todos os tempos, mas ser o primeiro ultrapassar a barreira dos 300 é algo incrível.

Para se ter noção, a soma das semanas dão a Federer 5 anos e 75% de uma temporada no topo. A nova marca a ser perseguida em questão por Roger é a de fechar o sexto ano no topo igualando Pete Sampras.

Me remeto ao “se” para falar dos recordes de Federer. Se ele não tivesse Nadal pela frente, fatalmente já teria passado de 350, 400 semanas e consequentemente dos 20 Grand Slams e mais outros números pela frente. Mas certamente sem Nadal, Djokovic e Murray, o circuito não teria a mesma graça e atração que tem hoje. Todos esses rivais valorizam as conquistas atuais de Roger.

Federer sobreviveu essa semana na batalha pelo topo. Mas, como já afirmado aqui pelo blog, será mais difícil visto que Federer defende 3000 pontos até o fim da temporada contra 560 de Novak Djokovic.

Outro número estabelecido foi a 870ª vitória na carreita igualando Andre Agassi e se tornando o quinto maior vencedor. Roger pode ser o quarto maior vencedor no próximo torneio, na Basileia, ultrapassando assim John McEnroe que venceu 875. Este recorde é mais difícil alcançar. Jimmy Connors passa das 1,2 mil.

O fato de estar “apenas” em quinto não indica que Federer esteve nesta proporção como melhor de todos os tempos. Afinal, os tenistas acima dele tiveram mais anos de carreira e Connors, por exemplo, ganhou muitos torneios menores nos Estados Unidos, algo que Roger, visando poupar seu físico, não faz.

Falando no torneio, Djokovic é o que melhor vem jogando. Vem mostrando muita confiança e o que é melhor, para ele, o saque está funcionando. Pode assim atuar mais confortável, atacando nas devoluções e com seu jogo regular e agressivo fluindo no fundo. Está difíicil não ver o sérvio na final do torneio.

Federer não fez uma boa partida contra Wawrinka, um primeiro set ruim (dois winners, dez erros), um segundo vencido na bacia das almas salvando break-point no 4/4 contando com erros do rival. No terceiro, um pouco mais confiante, viu o rival entregar o ouro. Repito o que sempre digo, Wawrinka é um ótimo tenista, mas não é vencedor. Chega na hora H contra os gigantes e não dá um passo a mais. Uma pena.

Encaminhamos para uma semifinal interessante entre Federer x Murray. Não dá para avaliar muito a qualidade do jogo de Murray. Ganhou por WO na estreia e nas oitavas pegou o kamikaze Dolgopolov. Jogo bonito, talentoso, mas não tem regularidade e cabeça para dificultar a vida dos melhores.



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