Nadal no Brasil ? Chances são boas de atuar em casa



De volta à elite do tênis após dez anos, o time canarinho aguarda, na próxima quarta-feira, o sorteio do rival para confronto no ano que vem no Grupo Mundial, e nossas chances de jogar em casa são um pouco maiores.

Primeiro, nesta segunda-feira, a Federação Internacional de Tênis atualizará o ranking e determinará os oito países cabeças de chave que enfrentarão os outros oito que não serão favoritos. A tendência é que os oito possíveis rivais nacionais sejam a Espanha, Argentina, Sérvia, República Tcheca, França, Estados Unidos, Croácia e Áustria.

Sendo estes os oito cabeças, o Brasil jogaria contra quatro deles em nosso território: a Espanha, de Rafael Nadal, a República Tcheca, de Tomas Berdych, a Áustria e a Croácia. Teríamos que viajar para encarar a França, Estados Unidos e Argentina. Apenas contra a Sérvia iríamos para o sorteio de sede.

Há ainda chance de Cazaquistão e/ou Alemanha subirem no ranking e se intrometerem nesse grupo caso vençam seus confrontos (Alemanha perde por 2 a 1 para a Austrália e Cazaquistão vai vencendo por 2 a 1 o Uzbequistão). Contra os cazaques seria sorteio e diante da Alemanha jogaríamos fora.

Time maduro. Capitão de ponta – Foram dez anos de espera, muitos fracassos e insucessos, mas finalmente o Brasil está de volta e com muitos méritos. Mostrou amadurecimento de todos os integrantes que souberam lidar bem com o favoritismo. E elogios para o capitão João Zwetsch. Desde que chegou ao time, no início de 2010, ele aprendeu com a primeira derrota na Índia e daí por diante conseguiu tirar o melhor de todos os nossos tenistas. A vaga no Grupo Mundial tem muito de sua mão.

Temos time para brigar pelo título Davis ? Não, nem chegar nas finais. Mas com a evolução de Thomaz e da dupla e com um bom sorteio podemos sim passar uma rodada e se manter na elite por bastante tempo. Rogerinho mostrou que é uma ótima opção, deu conta do recado quando acionado, mas ainda não gera aquela confiança para ser um jogador que assuste e vença os grandes do circuito.

Que nossa vida na elite seja longa!



  • Jorge Ramos

    Fala Fabrizio! Tudo bem? Foi do c….. a volta do Brasil ao G.Mundial, emocionante, esse time merece bastante. Vc concorda comigo que a Áustria desses países que a gente jogaria em casa seria a melhor opção?? No papel o time Austriaco é do mesmo nível que o nosso, eles têm um tenista top (Melzer), um segundo simplista mediano e uma boa dupla. Espanha mesmo sendo aqui seria muito duro. Gostaria de saber a sua opinião. Um abraço.

    • Fabrizio Gallas

      Sim, seria a melhor opção a Áustria pelo dos jogadores deles que vem caindo, mas sempre na cautela, pois se o Melzer melhorar até o ano que vem aí fica um confronto duro

    • Mani

      Concordo. As melhores opções seriam a Áustria seguida pela Croácia (não sei se o Dodig se daria bem num saibro lento e em altitude). A Espanha só se faltar o Nadal, o Ferrer e o Almagro. Os Tchecos sem Berdych (improvável) ou sem Stepanek (sei lá quanto tempo ele quer jogar ainda…) também não seriam uma opção tão ruim assim… Em casa contra a Suíça sem Federer seria até quase melhor do que a Áustria!

      Contra qualquer um dos oponentes fora de casa vai ficar muito difícil.

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