O mistério russo



Primeiro eles não mandaram nem Nikolay Davydenko, nem Mikhail Youzhny, seus dois principais tenistas, ex-top 10. O capitão escalou dois jovens que nunca atuaram em Copa Davis, Evgeny Donskoy e Andrey Kuznetsov. “Ah, mas devem ser bons no saibro”, diria o otimista torcedor russo. Os resultados não mostram isso.

Chegando nesta terça-feira aqui em São José do Rio Preto (SP) no meio da tarde apuro que tanto Kuznetsov quanto Donskoy ainda não chegaram e sequer fizeram reserva no hotel oficial dos jogadores.

No treino estão Igor Andreev, que já jogou no Brasil algumas vezes, Alex Bogomolov Jr., que recentemente se casou com uma brasileira e já estava no país há algum tempo e Teymuraz Gabashvili, que a princípio é o reserva do time. No mais um jovem tenista que vem servindo de sparring da equipe.

O que estaria pensando o capitão Shamil Tarpischev ? Ah, ele também ainda não chegou. Só desembarca nesta quarta-feira e deve comparecer a coletiva de imprensa da equipe russa marcada para o fim da manhã.

Deve, talvez, pode, expressões de dúvida que pairam sobre a equipe da terra que abrigou os czares.

Tanto mistério que fez, no último final de semana, o capitão João Zwetsch, a acreditar que talvez até Youzhny ou Davydenko pudessem chegar de última hora (jogadores podem ser mudados até 1h antes do sorteio na quinta-feira). Esse tipo de prática não é comum em Copa Davis já que os tenistas precisam de alguns dias para se adaptar às condições do local, tipo de bola, tamanho da quadra, quiques e também o fuso horário.
Mas já aconteceu. Por um problema de lesão, David Nalbandian chegou na quarta-feira, treinou um dia, jogou e foi decisivo na vitória contra a Suécia há alguns anos fora de casa.

Uma coisa é certa. Tarpischev comanda o time russo há décadas e sabe tudo da competição. Ele é mestre em esconder o jogo e pode estar preparando surpresas.

O mistério está no ar…

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Bati um papo com Andreev hoje, ele parece muito focado e sem pressão por a princípio comandar os russos para o confronto. Ele minimizou a ausência dos medalhões de seu país e também a ausência dos garotos dizendo que “a carreira de ambos é mais importante do que a Copa Davis”. Você pode ler aqui.

Apenas uma vitória no saibro em todo o ano. Este é o retrospecto de Bogomolov que jogou apenas um confronto de Davis e perdeu o dois jogos. Se eu fosse o capitão, não confiaria nele para ser o número 1 de simples mesmo sendo o melhor ranqueado da equipe. Dos que estão na equipe, Andreev é o com melhor histórico na superfície e tem experiência maior do que o brasileiro Rogério Dutra Silva. E qual seria o número 2 da Rússia para o primeiro dia ? Só Mr. Tarpischev sabe. Ou não.

Assisti um pouco do bate-bola noturno de Thomaz Bellucci com Bruno Sant´anna. Estavam jogando pontos com todos os juvenis assistindo com a equipe técnica. Boa iniciativa colocar a garotada para ver nosso número 1 treinando. Para a torcida leiga Bellucci não é unanimidade, maspara um garoto que precisa sonhar passo a passo com sua carreira, ver e conviver com um vencedor de 3 ATPs e com o bom currículo de Bellucci é sempre uma experiência ótima.



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