Negligência ?



O US Open gostou mesmo de ter a final numa Segunda-Feira. Não é possível. Pelo quinto ano seguido a mesma situação vai ocorrer.

Milhões são investidos para melhorar o complexo, mas o teto retrátil é deixado de lado com a explicação que de que é preciso investir os ganhos para a melhoria do tênis local. Mera desculpa.

O torneio, que já nega a cobertura das quadras, também não adota a lonas, como acontece em Wimbledon. Chove, os boleiros correm, puxam, ela infla e toda a água que cair escorre para o ralo evitando que a quadra molhe. Sem isso, são necessários de 30 a 45 minutos para que as máquinas de sacagem trabalhe e até o jogo recomeçar, ou iniciar, em uma hora aproximadamente, novos pingos podem aparecer.

Se não bastasse isso, a organização ainda negligencia a precisa previsão do tempo dos Estados Unidos. Com uma janela curta de horas sem chuva e com um TORNADO bem próximo, evita colocar dois jogos ao mesmo tempo nas principais quadras. E aí o que acontece ? Bem, não preciso explicar.

O erro do US Open já começa na programação com a primeira rodada terminando na quarta-feira e colocando os tenistas para jogar a semi num sábado e a final no dia seguinte algo que não legal. Partidas de simples de cinco sets em dias seguidos não é legal para nenhum tenista.

Minha revolta, não só minha na verdade, de muitos jogadores/imprensa também, não é de agora, vem de anos, só que desta vez eles bateram o recorde. A negligência foi grande. A final na segunda-feira poderia ser evitada. Eles gostaram da NOVA programação. Só pode.

O que tem de ruim o torneio terminar na segunda-feira ? Em primeiro lugar fere o público que pagou (e caro!) pela final. São 22 mil pessoas que precisarão mudar sua programação/voos ou então nem comparecer ao complexo. Afeta os jogadores que ficam mais um dia no torneio, perdem um de descanso. Pior para aqueles que disputam a Copa Davis na sexta-feira seguinte. E claro, todo mundo envolvido no torneio precisa trabalhar mais um dia. Dor de cabeça para a organização.

Murray se dá bem – Andy Murray, que teve uma vitória amarrada contra Tomas Berdych, sai com a vantagem física de poder descansar neste domingo, fazer um treino, e chegar mais descanso que Djokovic que pode ter que encarar uma batalha de cinco sets e atuar no seguinte.

Não dá muito para servir de parâmetro o jogo do escocês visando uma final. Ele se adaptou melhor ao vento que Berdych. Nada surpreendente. Murray é mais versátil, baixou bem a bola, usou mais efeitos. Berdych controlou o ímpeto das bolas pesadas e planas apenas em duas parciais. O jogo aliás foi fraco, mas não poderia ser diferente, as condições eram péssimas.

Entre as mulheres, em final também adiada para este domingo, Serena é favorita contra Azarenka. Não perdeu sets para a rival nos últimos cinco encontros e vem numa forma espetacular. Mas, ao contrário das outras, a bielorussa deve oferecer resistência. O primeiro set será fundamental, assim como sacar bem para evitar tomar bordoadas na devolução. E aceitar que Serena vai aplicar aces, não baixando assim a guarda para as oportunidades que tiver.



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