É pra subir!



Em meio a disputa do US Open foram anunciados ontem os times para os duelos da Copa Davis entre os dias 14 e 16 de setembro. O Brasil virá com Rogério Dutra Silva de novidade jogando simples com Thomaz Bellucci e a dupla Marcelo Melo e Bruno Soares. A grande notícia, para nós, é o time russo sem Nikolay Davydenko, ex-top 3, e Mikhail Youzhny, ex-top 8. Os russos jogam com Alex Bogolov, Igor Andreev, Evgeny Donskoy e Alex Kuznetsov.

Chance maior para o Brasil retornar ao Grupo Mundial após dez anos (nossa última participação foi em 2003!), talvez não teremos. O time da Rússia é limitado e inexperiente. Dos dois melhores jogadores, Igor Andreev é o mais experiente, com várias participações em Davis, com uma época no top 15 no currículo e bom tenista de saibro, mas perdeu fácil para Bellucci no confronto do ano passado em Kazan. Bogomolov, o melhor ranqueado deles, jogou apenas um confronto da competição e perdeu seus dois jogos de simples. E também não é bom na superfície. Os dois outros não tem participações na competição.

Com esta equipe, fica uma certa obrigação no ar de Bellucci em vencer suas duas partidas de simples e da dupla fazer seu papel. Isso pode não ser tão bom, pois nosso número 1 sabidamente tem problemas para lidar com favoritismo. Mas no duelo diante da Colômbia, após mau início, ele soube controlar a pressão para levar o time ao triunfo. E é um duelo onde Rogério Silva tem boas condições de beliscar um pontinho de qualquer tenista russo.

Obviamente que sempre ficamos cautelosos após nossas derrotas contra a Índia (2010) e Equador (2009), mas na ocasião jogavamos fora de casa, no primeiro citado, e contra um tenista muito experiente (Nicolas Lapentti). A chance é agora. O Brasil não pode deixar essa escapar.

Em Nova York, Federer segue passeando. Uma ótima vitória sobre Verdasco, com um tênis de encher os olhos e depois um WO de Mardy Fish. Ele enfrenta Tomas Berdych no que promete ser o mais duro jogo do torneio. Pode pesar, no início da partida, a falta de ritmo por ficar quatro dias sem atuar enquanto que o rival vem quente e descansado por um jogo mais rápido na rodada anterior.

Andy Murray é uma incógnita. Em todas suas partidas noturnas brilhou. Devolveu o poderoso saque de Milos Raonic como nunca, não deu chances pro ascendente canadense. Mas quando jogou com o calor, com a umidade, apresentou problemas físicos e dificuldades técnicas. Sofreu. Para ganhar um Slam não se pode escolher atuar sempre em um determinado horário. Tem que estar bem para tudo.

Até o presente momento Novak Djokovic vem com ótimas atuações, mas hoje terá um teste interessante contra Stanislas Wawrinka. E o jogão desta noite é entre Roddick x Del Potro. O americano jogando solto e Delpo voltando a ter boas atuações, parecendo estar em boa forma após a lesão no punho esquerdo. Promessa de emoções.



  • mauricio weiss

    Dessa vez tem que ir e eu estarei lá para apoiar. Primeiro dia vai terminar empatado, depois venceremos todos os jogos. Pergunta, só o campeão ganha pontos na ATP ou a cada rodada ganha algo?

  • Lucas

    Olha, eu acho que perdemos duas grandes chances de subir, uma contra o Equador (mesmo com o Nico, perdemos na dupla, que tinha amplo favoritismo) e contra a Índia (que foi falta de planejamento e preparação, porque perder em simples para um duplista e para um cara que era 300 do mundo, é ridículo)…

    Por isso, penso que o Brasil ganha uma nova chance muito boa, mas não acredito que esteja em situação muito mais favorável em relação aos anos anteriores.
    Temos um número 1 e uma dupla que vão jogar como favoritos, mas não são confiáveis, e um número 2 que vive mudando e normalmente só faz figuração.
    Mesmo assim, acredito que o Brasil vença, pois os jogadores russos são apenas medianos:
    – Bogomolov é o típico jogador americano (foi criado nos EUA e sempre jogou por lá, trocou de país neste ano, pois não tinha chances de jogar pelos EUA) que só sabe jogar em quadras duras.
    – Andreev é o único russo que gosta de jogar saibro, mas está em decadência, tendo como melhor resultado do ano semi em Casablanca.

    Então, vamos torcer, porque a chance é grande de finalmente subirmos.

    abraço

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