Federer voa. Murray estagnado



O nível de dificuldade aumentou. Roger Federer se saiu bem. Mesmo com mais trabalho foi firme, só encarou um break-point, mostrou sua confiança e bolas pesadas para vencer em sets diretos. Vacilos ? Nenhum. O calor só fez Roger suar a camisa um pouco mais cedo que o comum. O número 1 do mundo segue voando em Nova York. Difícil imaginar que estará fora das semifinais.

Sobre Andy Murray o buraco é mais embaixo. Ele vem enfrentando sérios problemas ao jogar as rodadas diurnas em Nova York com problemas tanto com o calor e principalmente a umidade. Na estreia, mesmo vencendo com placar fácil, foi assim e se situação se repetiu hoje. Nitidamente, no terceiro e quarto sets, Andy poupou físico em algumas bolas e passou por muitas dificuldades com o sempre perigoso Lopez que poderia ter lhe incomodado mais ou até saído com a vitória caso não tivesse vacilado no tie-break da segunda etapa.

Para vencer um Grand Slam é importante, em primeiro lugar, poupar físico nas rodadas iniciais do torneio para ter combustível armazenado para a dura segunda semana, e estar com o mesmo em dia, algo que parece não estar acontecendo com o britânico. Assim, se seguirem os jogos diurnos na programação de Murray, suas chances diminuem.

E por falar em rodada diurna e noturna Federer fez duas partidas noturnas neste US Open. Ele NUNCA perdeu um jogo à noite no Arthur Ashe, a principal quadra do torneio – maior arquibancada fixa do mundo do tênis para 22 mil pessoas. São 23 vitórias.

Mudando de assunto. Como joga essa menina Laura Robson. Derrotou Clijsters e Li em sequência e tem um tênis com muita potência e precisão. Tem apenas 18 anos e faz seu primeiro grande torneio da vida. Ela parou por enquanto tenistas que batem forte na bola e que erram um pouco mais. Contra Stosur, uma tenista que consegue variar com slices, será um teste diferente. Mas novamente a menina estará sem pressão e tem boa chance de surpreender.

Despedida ?  Ainda não. Andy Roddick jogou ontem como se fosse a última partida da carreira (e agora todas poderão ser!). Firme no saque,  agressivo no fundo, com a direita, pressionando Tomic. Um Roddick longe daquele tenista passivo e apático que via nos últimos meses. Espero que continue assim. Desse jeito, pelo visto sem pressão, ele pode sim se tornar perigoso. A próxima rodada não é das piores, o que promete é o duelo provável contra Del Potro nas oitavas.



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