O adeus de uma Diva



O talento nato, o jogo agressivo e bonito. Kim Clijsters se despediu ontem, de uma forma um pouco inesperada, mas para uma jovem talentosa, Laura Robson, que já vem mostrando qualidade e que pode sim vingar entre as 20 e talvez 10 melhores em alguns anos. Uma pena, vai deixar saudades.

Quando despontou na carreira, em 2003, ao virar número 1, lembro que Kim Clijsters era criticada por conta das mesmas coisas que se falou de Dinara Safina, Caroline Wozniacki, Jelena Jankovic. Assumiu o topo sem ganhar um Grand Slam.

Mas toda a desconfiança se apagou com a conquista do US Open dois anos depois e sucessivos títulos. Em busca de novos desafios, desta vez familiares – casar e ter filhos – Kim parou, foi chamada pra uma exibição em Wimbledon da inauguração do teto retrátil, e tomou gosto pela coisa de novo. Dois anos e meio parada e um retorno fulminante, vencendo o US Open novamente. Nos três anos seguintes que jogou acumulou ao todo três Grand Slams, título do WTA Championship, o Masters feminino e ficou mais uma semana no topo.

Jogou até onde deu, até onde seu corpo aguentou. As lesões voltaram em meados da temporada passada, a motivação caiu e a despedida era o caminho. Mas Kim deixará saudades pela plasticidade do tênis e suas reviravoltas na carreira e também sua simpatia. Um exemplo e um tênis de encher os olhos.

Deixo com vocês um tributo com mais detalhes sobre a carreira da belga, escrito por Ariane Ferreira, do Tênis News.

Curtinhas:

Murray saiu da água pro vinho. Uma exibição primorosa, com muita agressividade, saque forte e funcionando de forma perfeita. O Tênis que mostrou em Wimbledon e na Olimpíada. Mas é preciso mostrar constância, não pode atuar assim e na seguinte voltar a ser aquele tenista com jogo passivo como foi na estreia.



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