Desempenho ruim. Rogerinho incrível pega Djokovic



Quem quer subir no ranking, somar pontos não pode se dar ao luxo de fazê-los apenas em torneios 250. É preciso ir bem nos eventos maiores. E neste ano Thomaz Bellucci não foi bem em nenhum Grand Slam. Ganhou apenas uma partida, no Australian Open, diante do israelense Dudi Sela.

De suas quatro derrotas na sequência, as mais justificáveis foram para Gael Monfils, em Melbourne, e Rafael Nadal, em Wimbledon. Mas acabou decepcionando com quedas em Roland Garros e agora no US Open. Não que os rivais fossem uma baba, pelo contrário, tem alguma qualidade, mas sim por conta do potencial que Thomaz tinha para vencê-los e acabou derrotado em detalhes.

No ano Bellucci fez apenas duas boas campanhas em torneios grandes, nos Masters de Monte Carlo e Indian Wells com as oitavas de final. De resto a sequência boa no saibro em julho.

Agora uma coisa é certa. Thomaz não pode justificar que faltou ritmo de jogo para sua derrota hoje. Ele jogou apenas um torneio prévio ao US Open. Perdeu cedo na Olimpíada e poderia muito bem ter arriscado os qualies em Toronto e/ou Cincinnati. Não fez porque não quis e chegou com apenas duas partidas disputadas no piso duro.

Buscando achar um lado positivo. Agora Thomaz terá tempo para se preparar para a Copa Davis no saibro em Rio Preto (SP) contra a Rússia que vale muito para nós. Isso se não entrar na chave de duplas em Nova York onde está como primeiro alternate ao lado de João Souza, o Feijão.

Rogerinho épico encara Djokovic.  O adversário não era tão talentoso, mas já esteve no top 60 e havia furado o quali e Rogerinho tem pouco experiência em Grand Slams, mas o brasileiro mostrou muita raça e venceu sua primeira partida no 5º set na carreira numa virada sensacional de 4h12. Mostrou que o físico está bom e terá uma oportunidade muito legal de enfrentar Novak Djokovic provavelmente na quadra central do US Open.

É entrar solto em quadra, sem pressão para fazer uma boa exibição e deixar uma impressão legal no mundo do tênis e também pros brasileiros que pouco o conhecem. Rogerinho é um jogador de muita raça, luta e merece bons resultados no circuito e todo o nosso respeito.

Pensar em vitória contra Djokovic é um pouco utópico. O sérvio está voando. Pegou uma baba na estreia hoje, mas jogou um tênis muito firme. Mas Rogerinho pode sim equilibrar e fazer bonito.

Copa Davis – Com a vitória de hoje, Rogerinho, que já era favorito, fica praticamente com a vaga assegurada para ser o número 2 de simples do Brasil na Davis. A fase de João Souza, o Feijão, não é das melhores e Ricardo Mello não gosta do saibro. A convocação sai até a semana que vem.



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