Aproveitou!



Muito cansado física e mentalmente – sim as derrotas olímpicas afetam bastante a cabeça – e aos trancos e barrancos, sobretudo nos dois, três primeiros jogos, Novak Djokovic aproveitou a boa chance que tinha e conquistou o Masters 1000 de Toronto. Boa oportunidade pela ausência de grandes nomes. Um Masters que mais parecia um ATP 500 sem Federer, Nadal e com Andy Murray, Jo Tsonga e Juan Del Potro todos baleados e ficando pelo caminho.

Por necessidade o sérvio foi pra disputa do Masters 1000 de Toronto. Defendia 1000 pontos que, se jogados fora, poderia comprometer sua situação na briga pelo topo do ranking ou até futuramente para se manter no top 2 já que ainda tem 2600 a descartar até o fim do US Open.

Ainda some um provável problema pessoal vivido pelo sérvio relatado pelos jornais sérvios, que podem também estar afetando seu desempenho nas últimas semanas – Djokovic não fala sobre o assunto – e também as chuvas que além de impacientar os jogadores colocou uma rodada dupla para Nole na sexta-feira.

De qualquer forma, com todos os problemas enfrentados, Djokovic deu a cara para bater, resistiu e levantou o troféu, seu quarto no Canadá e 12º Masters sda vida, desbancando Pete sampras e se tornando o quarto maior vencedor deste tipo de torneio atrás de Nadal (21), Federer (20) e Agassi (17).

As consequências podem ser positivas e negativas. O bom lado é a confiança de volta após decepções em Roland Garros e nos dois torneios de Londres. É bom que se ressalte, Djokovic jogou um ótimo tênis na semi e na final no último final de semana. A não tão boa é o cansaço acumulado.

Será que ele tem gás suficiente para aguentar uma semana que promete ser ainda mais puxada por conta dos adversários ? Não sei. Mas que ele vai pra luta novamente ah isso vai! Djokovic soma uma outra motivação. Pode recuperar o número 1 caso vença o torneio e Federer não passe das semifinais. Pro azar do sérvio o lado de Roger na chave em Cincy está mais fraco e o suíço chega mais descansado para buscar seu quinto título no evento.

É amigos, o tênis te dá a chance de levar do céu ao inferno de uma semana para outra. Vide o caso Nadal. Viveu seu ápice com as conquistas no saibro e Roland Garros e agora vive o drama de novamente ter lesões no joelho, cair no ranking e chegar no US Open sem ritmo nenhum de jogo na superfície onde tem dificuldades. Preocupante para ele.

Curtinhas:

Quero ressaltar a bela campanha de Tommy Haas com as quartas de final e dando uma canseira em Djokovic. É muito talento pro alemão, que tem todos os golpes, um revés bonito, variação com slices e deixadas. E o vovô alemão tem 34 anos e mostra plena forma física. É muito perigoso em uma superfície veloz.

Bellucci descartou 45 pontos da segunda rodada do Canadá, mas somou 30 do Challenger Finals, inserido como o 18º melhor resultado. Por não ter terminado no top 30 ano passado o brasileiro fica com esse bônus de não ter os Masters como obrigatórios. Mesmo assim caiu quatro posições e como não jogou Cincinnati sairá solto na chave do US Open podendo pegar qualquer top 32 nas duas primeiras rodadas.

Ele retorna na semana que vem no ATP 250 de Winston-Salem. Se perder na estreia chegará no Aberto dos Estados Unidos igual quase sem ritmo na superfície onde tem mais dificuldades.



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