A Ressaca Olímpica. Djokovic e Murray de olho no ranking



Não poderia ser diferente. Um Masters 1000 logo após os Jogos Olímpicos em outro continente, outro tipo de quadra e com um fuso horário de 5h. Resultado: desistências de Roger Federer, David Ferrer entre outros e derrotas precoces de Juan Del Potro e Jo-Wilfried Tsonga. Andy Murray apresentando logo em sua estreia uma lesão no joelho, mesmo vencendo fácil, e tenistas que estiveram em Londres fazendo muito esforço para avançar pelo cansaço extremo. E com todo respeito, Jeremy Chardy e Marcel Granollers se enfrentando por vaga nas quartas.

Não podemos colocar Rafael Nadal nesta lista pois está lesionado e sequer foi para Londres. Mas é a primeira vez desde o Masters de Paris em 2006 que tanto o espanhol quanto Federer não fazem parte de um torneio deste porte ao mesmo tempo. É uma dor de cabeça para qualquer diretor de Masters, mas é fruto do calendário apertado do tênis que este ano teve que se adequar por conta da Olimpíada.

Aguardo ansiosamente para saber o que será feito na Rio-2016 que começa no dia 5 de agosto, justo em cima dos Masters americanos. Mas por conta do aumento dos torneios na grama, virá uma mudança significativa a partir de 2015.

Na verdade Federer e Nadal não tinham muito a perder em Toronto e por isso não fizeram força para vir. Roger descarta 90 pontos e se manterá no topo e Nadal perdeu na estreia. Quem terá que batalhar mais é Djokovic que defende o troféu e uma derrota precoce o colocaria praticamente sem chances de retomar a liderança até o US Open (defende final em Cincinnati e o título em Nova York). Assim a obrigação de Nole, mesmo de ressaca pelas duras derrotas em Londres, é alta.

Murray também não defende nada, só na semana seguinte em Cincinnati, mas pode, com o troféu ultrapassar Nadal e ser o número 3 do ranking por pelo menos uma semana. Algo significativo, mas que pode o prejudicar por exemplo tanto para Cincinnati quanto para seu descanso visando o Aberto dos Estados Unidos.



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