Enfim, Murray! Federer na Rio 2016 ?



Estava certo que uma hora Andy Murray iria desabrochar na final de um torneio importante. Uma Olimpíada obviamente que não é um Grand Slam, mas vale demais para qualquer tenista. E o escocês finalmente jogou seu melhor tênis deixando a pressão de lado por uma competição tão valiosa num palco tão importante e diante de um gigante do esporte.

Estou chocado com a tamanha facilidade de Andy Murray na final deste domingo. Chocado com o nível de atuação técnica, tática e mental que o britânico alcançou e com o nível de pressão que Federer sentiu.

Conseguiu se safar com seu grande saque apenas no início do jogo, mas depois sua arma perdeu confiança e acabou ficando vulnerável com tamanha precisão, consistência e agressividade de Andy no fundo. Federer pecou na devolução. Não conseguiu pressionar Murray mesmo com o baixo aproveitamento de serviço do escocês, 51%.

Nestas decisões sempre um game ou outro pode se tornar chave. Hoje foi o 2/0 da segunda etapa. Murray acabara de vencer o primeiro set e podia ficar com vantagem e Federer podia recuperar-se para iniciar a virada. O suíço perdeu um caminhão de breaks e a partir dali não foi capaz de reagir. Em Wimbledon no fim da segunda etapa foi assim, Federer se safou de breaks e em seguida fechou a segunda etapa embalando. Hoje foi o dia de Murray.

Quer queira, quer não, Federer carregará por sua carreira o status de não ter conseguido um OURO em simples na Olimpíada. O torcedor mais fanático – são milhares pelo Brasil – vai valorizar o OURO nas duplas como tal, mas no sentimento do tenista é apenas uma consolção, mesmo que diga o contrário nas entrevistas coletivas. Para Federer, na minha visão, perder esse OURO, doi muito mais do que doeria para Andy. Afinal esta é sua quarta Olimpíada, chegando em três delas como favorito. Sem dúvida Federer gostaria muito de trocar um dos sete Wimbledons que ele tem pelo título Olímpico de hoje.

Vendo pelo lado positivo a derrota de Federer pode lhe dar mais motivação para estar no Rio-2016. A grande pergunta é: será que Federer tem pernas ? Conservar energia é uma grande característica do suíço e por isso que perto dos 31 anos (completa a idade na quarta-feira) ele mostra tênis de número 1 do mundo. Mas em um ciclo de quatro anos muita coisa acontece. Tomara que ele venha.

Outro problema a se discutir. Provavelmente os Jogos do Rio serão no piso rápido por conta do calendário de torneios na superfície. Um imbróglio para a ATP/WTA resolver com a ITF. A Olimpíada carioca começa no início de agosto justo no meio dos Masters 1000 e WTA Premiere. É possível que tenhamos por exemplo um Masters antes dos Jogos e outro logo depois e Wimbledon acabando umas duas semanas antes destas três competições após a mudança de data do Grand Slam que vai ocorrer a partir de 2015.

Se por acaso o Rio optar pelo saibro certamente vai diminuir o interesse dos grandes e consequente de Federer que teria menos chances.

E louvável a recuperação mental de Del Potro para bater Djokovic e ser Bronze. Conquista que vale OURO para ele e que também injeta aquela confiança para poder brigar pelos Masters e até pelo US Open. Esse argentino é muito bom, lutador e humilde. Merecia muito a medalha e merece voltar ao top 5, top 6.

E agora com esta conquista e com o tênis confiante que está mostrando, Murray está cada vez mais maduro para vencer seu Slam e preparado para brigar cabeça a cabeça no ranking com os top 3. A situação da ATP ficará assim. Federer com 11435, Djokovic com 11270, Nadal com 8905 e Murray com 8120. Delpo passará a ser o oitavo do mundo.



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