Sem Tie-break, por favor!



Alguns podem contestar, podem achar chato o jogo ficar naquele confirma daqui, confirma dali. Mas na minha opinião o Set Decisivo Longo é muito gostoso. Torna alguns jogos que seriam normais – ou com pouca visibilidade – em emocionantes, em verdadeiras batalhas de gladiadores.

O que acontece nos últimos anos é que muitos tenistas vem se dando bem no circuito por conta da evolução do serviço e do aumento de torneios de quadras rápidas. Com estes aspectos muitos deles, Karlovics e Isners da vida, se aproveitam muito dos Tie-Breaks. Confirmam seus serviços e no desempate partem pra cima na devolução com o objetivo de arriscar tudo para tirar um ou dois pontos. E em torneios melhor de três sets se tornam ultra-perigosos aos principais favoritos. Em jogos com Sets Decisivos Longos, você é obrigado a tirar pelo menos quatro pontos na resposta, ou seja, o mérito é maior, a sorte tende a ser menor.

O advento do tie-break foi muito benéfico ao tênis principalmente para seguir adequadamente a programação dos jogos, minimizar os atrasos e dores de cabeça dos organizadores e ter mais acesso para a televisão, mas nos eventos mais importantes é muito legal que a decisão do jogos seja sem ele.

Será que aquele jogo Isner x Mahut de Wimbledon 2010 teria a mesma emoção e atração se fosse no US Open – único Slam com tie-break no set final ? Não. Será que você daria atenção pra um jogo Isner x Mathieu em Roland Garros como ocorreu este ano ? Certamente não.

Hoje, na Olimpíada, foram dois exemplos. Tsonga x Raonic deram a vida em quadra em uma partida sim com muitos saques, mas com muita tensão com o recorde de games nos Jogos. E a seguir os brasileiros Melo e Soares vêm dando a vida com 18/18, quatro match-points salvos e duelo interrompido pela falta de luz contra Berdych/Stepanek.

Mesmo que danifiquem, na maioria dos casos, o lado físico dos vencedores para a rodada seguinte, principalmente em simples, são estes jogos que ficam na história.

Djokovic voando – Que atuação do sérvio. Muito sólido, disparando winners pra todos os lados e atropelando Andy Roddick. Ganha aquela moral para lutar pelo OURO Olímpico e minimizar um pouco o favoritismo de Federer. A chave do sérvio não é nada fácil, pega o sempre encardido Hewitt e pode enfrentar Tsonga – se este conseguir se recuperar da batalha de hoje – e depois Murray.

Por outro lado Roddick mostrou que é um ótimo tenista para enfrentar os rivais que estão fora dos top 5, top 10. Ele não mostra mais aquela consistência de saque e nem físico para encarar os melhores do mundo. A tendência é que Roddick se estabeleça para ser um tenista top 20, não mais do que isso. Não sei se ele vai querer continuar pagando o preço dos treinos, das viagens para ser um jogador sem muitas aspirações. Se a aposentadoria não vier neste, será até o fim de 2013. É minha aposta. Infelizmente. O Roddick faz bem ao esporte.



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