Bellucci e as boas atuações contra os Top 10



A fase é boa, a confiança alta ajuda, mas não podemos negar que Thomaz Bellucci costuma jogar bem contra tenistas do top 10 assim como fez hoje contra Jo-Wilfried Tsonga.

São 20 partidas do brasileiro contra tenistas deste grupo. Apenas cinco vitórias, mas Thomaz na maioria das derrotas tirou sets e pelo menos deu um sustinho nos grandes do esporte.

Faço uma comparação com o resultado de Thomaz contra os que estão hoje no grupo dos dez melhores do mundo. Bellucci derrotou Andy Murray (4º), Tomas Berdych (7º), David Ferrer (5º), Janko Tipsarevic (8º)  esteve na frente no placar com 1 set a 0 de Roger Federer (1º), Novak Djokovic (2º) e por pouco não tirou um set de Rafael Nadal lá mesmo em Wimbledon. Contra Del Potro e Monaco, o brasileiro saiu na frente do primeiro e venceu o segundo, mas nas época os dois não se encontravam entre os dez melhores. É um ótimo desempenho.

A diferença é que esses resultados mais expressivos passaram a vir a partir de sua primeira vitória sobre um top 10, contra Verdasco, em fevereiro do ano passado. Um passinho a mais que abriu as portas. Muitas dessas quedas de Thomaz são nos detalhes, um ou outro ponto decidindo, algo que o brasileiro ainda precisa trabalhar e que no saibro vem surtindo mais efeito, mas sempre que Bellucci entra contra um top é esperança que uma boa exibição. Com a experiência certamente o brasileiro vencerá mais.

Bellucci x Tsonga

Assim como outras vezes faltou um detalhe para a vitória sair. Aquele 15/40 no início do terceiro set, uma passada difícil, mas que poderia ter saído melhor e a devolução ruim de segundo saque na seguinte. De resto nada a culpar o brasileiro. Jogou um tênis de primeira linha como vinha fazendo no saibro e perdeu porque Tsonga é um baita jogador principalmente na grama fazendo jus ao seu posto de sexto lugar na ATP.

Uma pena que Bellucci saia logo de cara na Olimpíada tanto nas simples como nas duplas após duas belas exibições. O convite foi muito comemorado, talvez nem tanto merecido pelo que vinha fazendo até o ranking olímpico ser divulgado, mas o sorteio foi cruel e assim acontece. Vida que segue.

Agora é o piso rápido. E bem enxuto. Sem vaga em Toronto e Cincinnati, ele não arriscará o quali e irá direto pro ATP 250 de Winston-Salem e depois o US Open. Dois aspectos a ressaltar. Thomaz jogou praticamente pela quarta semana seguida e não teria tempo de preparação assim como chegaria desgastado pros Masters. Por outro se tomar primeira rodada em Winston a confiança na superfície diminui pro último Slam do ano.

E o Federer sofreu de novo com o Falla e dessa vez sem necessidade, por preguiça, por bobeira. Quando elevou o nível foi lá e dominou. Simples, mas escapou por pouco. Djokovic levou um susto, mas controlou. A grama de Wimbledon está mais rápida do que o Slam terminado no início do mês e isso torna muito mais perigosos os jogos melhor de três sets.

Temos esperança de medalha ainda. Melo/Soares jogaram muito e despacharam Isner/Roddick. Melo vem evoluindo muito este ano com ótimos resultados o que dá mais segurança para a dupla. A chance é boa se continuar jogando assim, mas a chave é dura. Todos querem uma medalha.



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