O Gênio voltou!



Incontestável. Assim é a descrição para o título de Roger Federer em Wimbledon e o retorno à liderança do ranking. A recuperação do trono, do status de Rei do tênis não poderia vir de melhor forma. Ganhando o torneio onde tudo começou, onde se consagrou, igualando o recorde de Pete Sampras e William Renshaw com sete conquistas e igualando o número de semanas do americano se tornando assim o maior líder do ranking (cada um com 286 semanas).

Quem derrota o atual campeão Novak Djokovic e Andy Murray nas finais tem totais méritos. Mas Federer ganhou tais partidas e tal título recuperando aquele poder mental que o fez dominar o circuito por mais de quatro anos seguidos. Aquela confiança nos momentos chave das partidas que faz a diferença de sair vencedor ou perdedor.

Na verdade essa recuperação não vem de hoje, Federer vem fazendo um trabalho brilhante desde o fim do US Open do ano passado. São oito títulos nos últimos dez meses e agora finalmente o 1º Grand Slam. Para vencer o Slam faltava justamente aquele detalhe a mais contra os outros top 2, e Federer conseguiu juntar tudo de positivo justo para o All England Club.

Na verdade, Federer sempre foi visto como um tenista menos trabalhador por exemplo do que Rafael Nadal, mas nem por isso deixou de ser um batalhador. E seu período fora do top 2 juntou tanto sua idade mais avançada com o ímpeto de Djokovic/Nadal quanto mudanças em sua vida, casamento, chegada de filhas gêmeas que de uma forma ou de outra, com 500 empregados, acaba mudando um pouco o foco.

Mas os Deuses do Tênis trataram de fazer novamente seu trabalho direitinho, nos dando mais um momento histórico no esporte, assim como foi Roland Garros. E Federer agora assume a ponta com apenas 75 pontos de vantagem para Djokovic e com um Nadal que, apesar de 2000 atrás, virá enfurecido para travar uma batalha que promete ser ferrenha nos próximos meses.

Fiquei com pena do discurso de Murray. Tadinho, ele merece ganhar seu Major. E parecia que poderia ser hoje após um set e meio. Ele fez dois primeiros sets excelentes e teve chances de abrir 2 a 0, mas não se pode perder um saque com 40 a 0 e nem chance de quebra com erro bobo contra esses monstros sagrados.

Dado curioso. Murray joga sua quarta final de Slam e perde todas igualando o feito de seu treinador Ivan Lendl que demorou cinco Slams para vencer seu primeiro. No fim das contas Ivan levou oito canecos pra casa.

De qualquer forma foi a primeira final de Slam que Murray jogou bem e mais solto. Uma hora tudo vai conspirar a favor e ele vai vencer. Tenho certeza. Seria muito bem-vinda sua entrada como ator principal pro Hall de Ouro do tênis.

Para finalizar. Pelo tipo de tênis que joga, Federer tem tanque pra atuar até pelo menos os Jogos do Rio em 2016. O esporte agradece.

Curtinhas:

É a primeira vez desde 2005 que temos três vencedores diferentes nos três primeiros Slams do ano.



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