A final HISTÓRICA (2)



O destino conspira a favor para esta Era de Outro do tênis que vivemos. Em Roland Garros tivemos uma baita final que de um lado Novak Djokovic poderia completar o Career Slam e ser o 1º desde Rod Laver em 1969 a vencer os quatro Majors de forma consecutiva e do outro, Rafael Nadal, que concretizou o recorde absoluto de títulos no torneio.

Agora teremos Roger Federer x Andy Murray na decisão de Wimbledon que também fará história, pra qualquer lado que vá. Pro suíço vale a conquista do número 1 do ranking para igualar e passar Pete Sampras com maior número de semanas no topo e também o hepta de Wimbledon se tornando ao lado de Sampras e William Renshaw o recordista do evento. Do outro lado, Murray pode ser o 1º britânico desde Fred Perry a vencer no All England Club desde 1936 e quebrar uma barreira para se juntar aos demais top 3, vencer seu primeiro Major após bater três vezes na trave.

Pros dois tenistas esta decisão vale demais. Federer mostrou hoje aquilo que apontei no meu post pós-Roland Garros. Wimbledon, assim como o US Open, são hoje os dois Slams onde tem mais chances de vencer. Seu saque funcionou e os pontos ficaram curtos principalmente nos dois primeiros sets e ele conseguiu ser agressivo e preciso no terceiro set decidido no detalhe. A parcial foi chave para a vitória. Com a liderança no marcador Federer costuma jogar melhor. O jogo físico com pontos longos, que seria favorável ao sérvio, pouco se viu. Méritos para Roger.

O suíço vinha de seis derrotas nos últimos sete jogos contra Djokovic e de um 3 a 0 um pouco decepcionante em Roland Garros. Com a vitória de hoje acrescenta sua confiança e pode assumir a ponta do ranking com méritos e acrescentar uma briga que pode ser ferrenha pelo topo e pelos Slams com Nadal e Djokovic.

Murray dos tops foi o que teve a chave mais difícil. Davydenko, Karlovic, Baghdatis, Cilic Ferrer e agora Tsonga. Passou por muitas provas e testes. Não ter Rafael Nadal tira um pouco da força da fase, mas adere em pressão ainda mais se jogando em casa onde nenhum britânico alcançava a final desde 1938 (Bunny Austin) e por isso o escocês rompe uma barreira ao alcançar a decisão após parar em três semis consecutivas (Tim Henman, último britânico de sucesso com quatro semis seguidas em Wimbledon).

Agora o último passo pro escocês é aquele BEM LOOOOOONGO. Ele já mostrou, em três finais de Slams, que sentiu demais o nervosismo e não produziu metade do que vinha fazendo no torneio. Terá a quarta chance e com um técnico, Ivan Lendl, que viveu a situação semelhante – perdeu quatro primeiras finais de Slam, mas venceu oito Majors na carreira. É sempre uma oportunidade para fazer as coisas diferentes e para entrar de vez no Hall de respeito do top 4.

A minha aposta para essa final ? Federer. Maior experiência tanto em finais de Slams quanto em Wimbledon. O suíço admitiu ter muita pressão também, mas ele está muito mais acostumado do que o rival. Na minha visão o primeiro set pesa muito mais a favor de Murray. Se perder, o escocês pode cair naquele pensamento (de novo não!) e aí se perder na partida e como afirmei acima, Federer costuma jogar melhor quando está a frente do marcador contra os tops.

Agora, eu apostava no Djokovic para a semi, errei, e o muindo do esporte está um pouco digamos diferente este ano, com resultados um tanto surpreendentes. É o LeBron James ganhando sua primeira NBA pelo Miami HEAT, é o Chelsea e Corinthians acando com carmas e favoritos para vencerem a Liga dos Campeões e a Libertadores. Quem sabe não é um sinal para Murray quebrar uma escrita ? Mas ele terá que jogar muito.

Final feminina – Serena Williams está sacando mais que todos os homens na chave feminina. Disparou 24 aces contra Victoria Azarenka e mais uma vez derrubou a bielorussa. É franca favorita na final de amanhã contra a debutante Agnieszka Radwanska que de quebra sofre com um problema respiratório. Só espero que esta final tenha graça e não seja um 6/2 6/2.

Curtinhas:

Por incrível que pareça a última vez que Nadal ou Djokovic estiveram fora de uma final de Slam foi há dois anos e meio no Australian Open de 2010 vencido por Federer em cima de Murray.

Djokovic disse, após a queda para Federer, que vem sofrendo com um problema nos últimos cinco seis dias, que se agravou nos últimos dois, mas não queria comentar sobre o que era agora. Não seria melhor ele se calar sobre o problema ao invés de assuntar e no fim das contas não dizer nada ?



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