15 minutos de fama…



Thomaz Bellucci entrou pela primeira vez na sagrada quadra central de Wimbledon, o palco mais antigo do tênis e mais admirado pelos tenistas. O brasileiro fez um ótimo papel, poderia ter ido ainda melhor, mas acabou tendo apenas aqueles, digamos, 15 minutos de fama. Se aproveitou de um Rafael Nadal um pouco nervoso e ainda inadaptado à superfície para sufocar o espanhol entrando como franco-atirador. Abriu 4/0 com saque. Quando tudo indicava que tiraria um set do bicampeão de Wimbledon, a velha ansiedade bateu junto com os erros e a melhora proporcional de Rafa.

Algumas escolhas erradas como subir muito à rede e se equivocar na sequência em diversos voleios fizeram com que o brasileiro deixasse escapar um set que parecia na mão e a grande questão que paira no universo de Bellucco continua: o fraco lado mental. Ao Bellucci falta, em diversas vezes, manter o foco do ponto a ponto quando está em vantagem e ter uma leitura mais adequada da partida quando alguma tentativa não está dando certo. O técnico, fora de quadra, monta as táticas e o plano B, mas dentro de quadra, sem a ajuda de ninguém, fica tudo nas mãos do tenista.

Uma coisa é você entrar em quadra contra tops sem pressão nenhuma e jogar muito bem. Outra é sustentar um domínio de placar e partida e derrotá-los. Bellucci fez ótimas exibições contra Roger Federer, o próprio Nadal hoje e duas vezes em Roland Garros, contra Novak Djokovic em Madri, mas não consegue manter o padrão ou então achar uma nova tática efetiva. Bola, Thomaz mostrou por A + B que tem, o problema é na cabeça, que é a parte mais importante.

E a primeira rodada protagonizou algumas zebras com a eliminação de Tomas Berdych. Bom para Novak Djokovic que tem um potencial rival a menos em sua chave e ruim para Nadal. O espanhol, se for o campeão, poderia assumir o topo com a queda do sérvio até as quartas de final. Berdych seria um potencial rival do sérvio nesta fase.

Nalbandian e Haas, que prometiam ótimas campanhas após irem bem em Queen´s e Halle, estão fora logo na estreia. John Isner é outro que se despede de cara. É o que eu disse, grama é um pouco de loteria e vários tops ou favoritos estão abertos a serem surpreendidos logo cedo.

Bellucci ganhou convite para os Jogos Olímpicos. Merecido pelo nível de tênis que tem, pelos tenistas que já derrotou e pelo que pode fazer em Londres, mas não merecido pelos resultados nos últimos meses do brasileiro que o fizeram despencar no ranking. Certamente pesou o fato das Olimpíadas de 2016 serem no Brasil. De qualquer forma Bellucci pode sim fazer uma boa campanha. E teremos duas duplas nos Jogos com boas chances, Melo e Soares e Bellucci/Sá.



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