O Renascimento



Há quem diga que Roger Federer em Halle virou o “levanta defunto”. Em 2010 ele perdeu a final para o decadente Lleyton Hewitt e agora perde para o veteraníssimo Tommy Haas, de 34 anos. Pura brincadeira um tanto de mau gosto eu diria.

Haas ficou 14 meses parado no circuito. Sua sina nas últimas temporadas tem sido conviver com lesões, seja no quadril, no ombro, em vários lugares. Até meses atrás nem entre os 200 melhores estava e recuperou sua boa forma a partir de Roland Garros quando furou o quali e por pouco não surpreendeu Richard Gasquet.

Em um piso mais veloz como a grama, com o qual já fez semi de Wimbledon, derrotou seu amigo Roger Federer pela terceira vez em 13 jogos. Impediu que o suíço conquistasse sua 50ª vitória seguida sobre tenistas da Alemanha.

Obviamente como vimos na semana o jogo na grama se torna um pouco mais loteria. Tenistas com potente saque e bom voleio controem melhores resultados e conseguem se impôr mais sobre aqueles que baseiam seu jogo de fundo. Haas além de ser bom no serviço e na rede, consegue imprimir bom ritmo no fundo e com confiança se torna ainda mais perigoso na superfície. É um candidato a produzir um bom resultado em Wimbledon. Pela idade e as frequentes lesões acaba que diminui suas possibilidades visto que os jogos são em melhor de cinco sets.

Sobre a derrota de Federer não acredito que abale muito a confiança. Um pouco sim. Mostra que ele está longe de ser aquele imbatível tenista que dominou a superfície até 2007. Mas de certo a motivação para o Slam britânico e a Olimpíada será muito maior do que nesta onde tanto ele como Rafael Nadal utilizaram apenas para pegar ritmo e se adaptar ao estilo de jogo na superfície.

O susto da semana ficou por conta de Jo Tsonga. Uma lesão no dedo mindinho da mão direita ainda gera dúvidas sobre sua ida a Wimbledon. Como vimos ano passado ele é garantia de espetáculo com seu jogo agressivo e potente saque na grama. Ficar fora de Wimbledon vai dar mais margem para os top 3. Novos exames serão realizados nesta segunda-feira.

Quanto a Murray segue o mistério se as dores nas costas são ou não graves. Ele perdeu logo na estreia em Londres e já programou duas exibições para esta semana. Pelo menos chegará com menos pressão da mídia local que o atormenta. Afinal nenhum britânico vence o torneio há mais de 70 anos.

Nalbandian lamentável – O dia não ficou somente nessa surpresa. Nalbandian fazia uma boa partida, liderava a final de Queen´s, sua primeira decisão desde janeiro do ano passado, contra Marin Cilic, quando se irritou com uma marcação e seou a raquete na placa de publicidade ao lado da quadra. Só que o cabeça dura nem se deu conta que ela ficava colada a um juiz de linha. A mesma atingiu o árbitro que sangrou na perna. O argentino foi desqualificado na hora.

Atitude lamentável do argentino. Mesmo sua irritação da semana com o torneio – alega ter jogado com a quadra molhada algumas vezes – não é motivo para tal destempero dando um péssimo exemplo a todos. Nalbandian foi justamente vaiado. O argentino joga muito tênis, sou fã de seu talento, mas fora das quadras é seboso e vez ou outra apresenta atitudes ruins quando perde principalmente na Copa Davis.

E não vamos generalizar só porque ele é argentino. Juan Martin Del Potro por exemplo é um doce de tenista mesmo quando perde. Muito humilde e correto.

Irritado, Nalbandian deu declarações que a ATP obriga os tenistas a assinarem um termo para basicamente evitarem criticas públicas a entidade. Mais ou menos algo que ocorre na Fórmula 1. Dificilmente algum piloto reclama efesusivamente e publicamente de sua equipe mesmo que ela tenha feito uma enorme bobagem.

De qualquer forma Nalbandian mostrou essa semana que está ganhando confiança novamente e pode ser muito perigoso em Wimbledon e na Olimpíada.

 



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