Sharapova – O Exemplo de Vida



Ela saiu da gélida Sibéria para tentar ainda adolescente a vida no esporte nos Estados Unidos. Batalhou, batalhou, apareceu pro mundo aos 17 anos vencendo Wimbledon, ganhou mais o US Open e o Australian Open conquistando uma enorme fama e ascendendo ao topo duas vezes.

Eis que uma lesão no ombro compromete sua carreira, a obriga a realizar uma cirurgia. Com muita fama, capa de revistas, comerciais, dinheiro do bolso e quase tudo conquistado na carreira, poderia ser o ponto final da carreira. Mas Maria Sharapova não estava satisfeita. Seu espírito de luta não deixou ela se acomodar. Ainda bem.

Foram neses e meses de reabilitação, especulação de que teria abandonado a carreira até a volta. Um retorno com adaptações principalmente no serviço para adequar a nova condição que teria a partir de então. O trabalho teve que ser feito de forma diferente , a musa penou no início, teve derrotas inesperadas, vitórias sofridas, mas aos poucos ia retomando seu espaço.

Assim como Rafael Nadal fez no masculino para a grama, Sharapova trabalhou bastante para evoluir no seu calcanhar de aquiles, o piso de saibro. Fortaleceu a parte física, aprendeu de certa forma a se firmar na superfície e evitar o rótulo de “vaca no gelo” e aliou seu estilo agressivo com um pouco de paciência, mandatório do pó de tijolo.

E foi justo no que era antes seu ponto fraco onde acaba brindando o retorno merecido ao topo do ranking. Um prêmio por quem batalhou tanto e viveu tantos problemas na carreira. Sharapova é o exemplo que sempre se deve batalhar, mesmo que uma ou várias pedras apareçam pelo caminho. Exemplo de perseverança, garra e sangue.

Mas ela ainda pode mais. A cereja do bolo do retorno ao Nº 1 será o título em Paris, completar o tão sonhado Career Slam que há quatro anos atrás parecia impossível. Ela merece. E que nossos jovens, em todos os esportes, se espelhem.

Curtinhas:

Sharapova não terá uma vida fácil. Mesmo com muito mais experiência, terá uma rival sem pressão na final de Paris. Sara Errani já mostrou que mesmo nervosa não vem tendo aquela tremedeiras comum de jogadoras em situações novas em Majors. Obviamente que uma final de Slam é diferente, mas Maria é a favorita. Para Errani, começar o jogo mantendo o serviço, segurando o ímpeto de Sharapova será fundamental. Ser quebrada de cara abalará sua confiança e a pode deixar mais nervosa.



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