Patinadas e emoções



Com o formato atual de chaves onde os principais favoritos só começam a se enfrentar a partir das oitavas de final, é fácil presumir que os principais jogos começam a partir desta fase. Mas não se esperava tanto do masculino hoje para jogos de Federer e Djokovic que tinham do outro lado da quadra um jovem de 21 anos jogando seu 1º Slam e um freguês italiano.

Não esperava que Goffin atuando pela primeira vez numa quadra central de um Major poderia impôr um jogo tão eficiente a ponto de minar a confiança de Federer. O nervosismo pesou a partir do segundo set, meio óbvio por sua falta de experiência, mas o garoto mostrou muita bola, versatilidade e potência nos golpes mesmo sendo baixinho e sem muita força física. Tem um ótimo futuro pela frente se seguir aprimorando os golpes e a parte mental.

Federer, por sua vez, perde um set pela terceira vez seguida e segue com um jogo de altos e baixos em Roland Garros. Nas quartas de final pega um tenista com mais experiência e qualidade e não pode se descuidar como vem fazendo. Caso contrário, volta pra casa.

Djokovic cometeu 77 erros em sua partida de hoje. Saiu atrás em dois sets e precisou de muita fibra para virar sobre Andreas seppi. Quando precisou melhorou um pouco nível e o italiano que vinha jogando bem caiu de produção. Normal para um jogador não acostumado a se dar bem diante dos tops. Ele se vê com vantagem, pensa na vitória ao invés de manter a tática e precisão no próximo ponto, os erros aparecem e evolução do oponente também.

Como venho falando há semanas, Djokovic está longe daquele tênis exuberante do ano passado. Vem se complicando com jogadores que em 2011 varria ou vencia sem problemas. É outro grande que patina e precisa abrir o olho para não ficar antes da semi.

No feminino tudo indicava que Dominika Cibulkova amarelaria mais uma vez contra Victoria Azarenka, como aconteceu em Miami. Ela deu aquela vacilada quando abriu vantagem no segundo set, mas acabou com o carma para eliminar a número 1 em uma grande atuação.

Azarenka agora está muito ameaçada de perder a ponta do ranking. Sharapova precisa de uma final em Paris, que seria inédita, para assumir o topo.

Errei a maioria dos meus palpites no feminino, só acertei a Stosur nas quartas. A australiana campeã do US Open vem na surdina avançando e pega Cibulkova.

Outro jogo de quartas. Errani x Kerber. A italiana eliminou duas campeãs de Paris, Ivanovic e Kuznetsova. A russa me parecia com um tênis firme, mas não aguentou a regularidade de Sara. É outra italiana aprontando em Paris após a queda de Schiavone.

Curtinhas:

Teliana Pereira perdeu na final na Eslovênia, sua terceira decisão de challenger. Ela vem em boa corrida e deve se aproximar do top 200 no próximo ranking. Ainda joga nas próximas semanas e deve entrar no quali de Wimbledon. É bom ter uma brasileira vencendo com regularidade de novo.

No juvenil em Roland Garros quatro vitórias brasileiras. Bia Maia, Laura Pigossi, Gabriel Friedrich e Thiago Monteiro. Ótima notícia!



  • Sílvia

    Realmente delicadas as situações de Federer e Djokovic. Apesar dos altos e baixos, acredito que Federer chegará a pelo menos nas semifinais, muito mais pela sua experiência e maestria do que pelos jogos que tem pela frente. Quanto ao Djokovic, é muito complicado ele manter o tênis de 2011, ao meu ver, por dois motivos: o primeiro é o físico. Jogar do jeito que ele vinha jogando exigiu demais dele no ano passado, e o resultado foi visto no jogo da Sérvia contra a Argentina, no qual ele saiu carregado da quadra com uma lesão nas costas. O segundo é que os jogadores “fáceis” de 2011 continuaram melhorando. Djokovic virou o homem a ser batido e foi perseguido (no bom sentido) por todos. Nadal fez as suas voltas para melhorar, treinou, melhorou a raquete e foi para o tudo ou nada. Já levou três de quatro finais, e, com isso, o aspecto mental de Djokovic (inabalável até ano passado) caiu. Espero que ele melhore para que possamos ver novamente pelo menos o tênis que ele jogou contra Roger Federer nas semis de Roma.

  • Vandenberg

    Achei incrível o estilo de jogo do belga. Por um momento vi Federer ser derrotado pelo menino. Mas o suiço usou da experiência e do toque de gênio para vencer. Já Nole jogou mal e reagiu a tempo. Nem Tsonga nem wawrinka derrotarão Nole. Já o Federer só correrá risco se seu adversário for o Theco. Do outro lado da chave: A unica esperança de alguem incomodar o Nadal são os proprios espanhois: Almagro e Ferrer. Só precisam querer vencer, pois jogo eles tem.

  • o federer é o melhor da história,eu acho que ele já não é tão motivado para ganhar torneios,pois já ganhou tudo,na minha opinião,seu único objetivo e voltar a ser o número 1 e passar duas semanas como líder do ranking e superar sampras,e assim ser o maioral do tenis,sou super fã dele,e o cara merece tudo que ele conquistou e vai conquistar ainda.vai federer rumo ao bi em paris.

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