Federer e Nadal recordistas. Emoção só no feminino



Terminou a primeira rodada de Roland Garros com três dias de jogos – apenas em Paris e no US open a primeira fase é jogada dessa forma, na França começa no domingo e em Nova York acaba na quarta-feira. E de emoção, entre os favoritos, somente na chave das mulheres.

Ontem com o drama da número 1 do mundo Victoria Azarenka e hoje, num dia que estava morno, com a surpreendente derrota de Serena Williams. É a primeira vez que a americana perde numa estreia de um Grand Slam na 47ª participação deste tipo de evento.

Um jogo contra a franco-atiradora, que foi top 16, Virginie Razzano, que parecia vencido quando a americana abriu 5 a 1 no tie-break e que mesmo sem ser brilhante tecnicamente (mais erros do que pontos bonitos), muito nervosismo, match-points e break-points salvos. Razzano abriu 5/0, sentiu a pressão ao sacar em 5/1 e precisou de oito oportunidades para fechar no nono game. Serena teve vários break-points para sacar para empatar, mas desperdiçava mostrando impaciência.

Lucro total – Quem agradece é Sharapova que tomou um sacode da americana em Madri e a tinha como provável rival nas quartas de final. A musa estreou atropelando com um duplo 6/0 (bicicleta na gíria do tênis) sobre a romena Alexandra Cadantu.

Detalhe curioso $$$. A romena disputou seu segundo Slam do ano e se limitou a vencer um game apenas – na Austrália. Ela embolsou porém US$ 45 mil por isso e no torneio WTA que fez final, em Monterrey (México) ganhou US$ 19 mil para vencer quatro partidas em cinco jogos. Interessante!

Recordes – No masculino, sem muito o que falar. Os top 4 venceram de forma tranquila, Andy Murray e Rafael Nadal passeando na estreia de hoje e a tendência é que siga assim pelo menos na próxima rodada. Talvez apenas Murray se complique, mas aguardamos. A tendência é que o negócio aperte a partir da terceira rodada ou oitavas de final.

O destaque entre os homens são as marcas atingidas por Federer e Nadal. O suíço ontem igualou Jimmy Connors alcançando a 233ª vitória em Slams como o maior vencedor de partidas neste tipo de evento – ele perdeu apenas 35 jogos. Nadal alcançou sua vitória número 150 em Majors sendo o mais jovem a alcançar a marca. Ele é o nono maior ganhador e foi derrotado apenas em 21.

Curiosa foi a declaração de Federer. Ele disse que deseja desbancar Connors que é o maior detentor de troféus com 109 canecos. Federer tem 74, faltam 35. Fazendo um cálculo rápido aqui Federer teria que jogar mais uns 6 anos e ganhar mais seis títulos por temporada. Nesta temporada foram quatro já, ou seja, teria que terminar com dez. Sinceramente acho difícil, mas seria muito bom ver o suíço buscar esse recorde. Seu tênis é incrível.

A pergunta que deixo é. Será que Federer alcança Connors ?

Só para pontuar. Connors levou oito Slams na carreira, mas parou de jogar lá pelos 40 anos de idade. E jogou muitos torneios menores, os chamados ATP 250 hoje em dia, pelos Estados Unidos. Algo que Federer por enquanto não faz.



  • Ricardo Lourenço

    Ele chega somente se jogar esses torneios menores como voce disse, só que sabemos que o objetivo dele é sempre os grandes torneios.

  • Ronaldo Ponce

    nao vai conseguir. se quisesse até podia pois bastava jogar varios atp 250 e 500 que ele levava no minimo uns 10 titulos por ano mas como ele só joga o filé mignon é impossivel. esse record é um mero numero pois os jogadores atuais top 5 nao jogam mais torneios atp 250 meia boca, só jogam o filé mignon pra poupar fisico, muito diferente daquela epoca.

  • guip

    até acho q nao mas tomara q esteja errado e que ele ganhe mais uns 4 ou 5 GS NO MINIMO… 3 ATP FINALS E UNS 9 MASTERS 1000 uns 10 master 500 e 9 atp 250.

  • acho até que poderá alcançar, mas a pergunta é: será que isto importa?mais interessante seria ganhar roland garros mais 1 vez e igualar LAVER e EMERSON com no mínimo dois canecos de cada slam…

  • Eduardo

    Seria interessante um levantamento do numero de pontos que os tenistas da chamada era moderna alcançaram. Multiplicando-se as vitorias pela pontuação de cada torneio teriamos uma melhor noção da importancia das vitorias e não a quantidade apenas.
    Creio que Federer com 16 Slans ( 2.000 pontos ), 06 Master Cup ( 1.600 pontos ) e 20 Master Series ( 1000 pontos ) ou seja 42 torneios de alto nivel, seria o recordista absoluto. Dá pra fazer esse levantamento, Fabrício?

  • O,meu caro para com isto tênis ele tem demais só não tem é como lutar contra a natureza coloque coisas interessantes ai cara!

    • amélia

      coisas interessantes??? Seria q Nadal jamais atingirá as marcas de Federer??? Seria que todos querem ver é o melhor tênis e não apenas quem tem sómente garra e que ganha apenas na correria??? Meu caro, Federer é incontestávelmente o melhor jogador de tênis da história e Nadal provávelmente não estará mais jogando aos 30 anos.

  • Mário Fagundes

    Federer quer superar todos os grandes recordes em sua carreira. E não seria nada absurdo se esse objetivo (maior vencedor de torneios) fosse o último a ser alcançado por ele. Pense bem, ele tem saúde e muito tênis pra jogar por mais 4 ou 5 anos. Se conseguir ganhar mais majors, voltar a ser nº 1 e vencer uma olimpíada, o que mais restará a ele? Então, poderá rever sua carreira, alterar o cronograma e priorizar mais uma quebra de recorde, optando por jogar torneios menores a fim de alcançar esse objetivo. Quem viver, verá!

  • Roberto

    Prezado Fabrizio Gallas,
    A marca de Connors não é tão inatingível não.
    Pense da seguinte forma. Se Federer mudar o foco de jogar sempre os Slams e os Masters e passar a priorizar os torneios ATP 500 e 250 que certamente o nível é bem menor a chance de aumentar o número de títulos é enorme.
    Considere que Federer passe a jogar 5 torneios ATP 500 e 5 ATP 250, fugindo dos bichos papões.
    Existem os torneios ATP 500 e ATP 250 que Nadal, Novak, Andy Murray não jogam com frequência.
    Digamos que daqui há dois anos o Federer tenha conquistado mais 2 wimbledons e mais um US Open. É evidente que ele vai jogar wimbledon até o final da carreira. E aí ele passe a jogar torneiros menores ATP 500 e 250 em localidades que ele nunca foi. Possivelmente, ele teria muita mais chances de vencer nesses torneios. Assim, os 35 títulos que separam ele de Connors não seriam tão inatíngivel.
    É apenas uma teoria.
    Roberto.

  • Roberto

    Correção.
    Onde se lê, na antepenultima linha do post, “… seriam tão inatingível.” leia-se “… seriam tão inatingíveis.”

    • Osvaldina

      Bem, concordo com o Roberto, e eu ficaria feliz por me deliciar por muito tempo ainda
      com este jogador tão sensacional por quem sou apaixonada
      Adoro ve-lo jogar

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