Ótima opção de Bellucci. Federer x Djokovic, briga pelo Nº 1 ?



Uma ótima atuação em Monte Carlo, vitória sobre David Ferrer, uma inesperada lesão, dois torneios ausentes, duas derrotas duras para adversários complicados em Madri e Roma e o agravante de estar quase fora da lista Olímpica.

Bellucci dependia de um sorteio favorável em Roland Garros para ao menos repetir a terceira rodada para sustentar os pontos para ir à Londres. Mas nem sempre é bom depender excessivamente da sorte. Afinal, como 69 do ranking (sua posição na semana que vem), qualquer top 5, top 10 pode cair contra ele numa 1ª ou 2ª fase em Paris.

Por isso Bellucci tomou uma decisão ACERTADA de alterar seu calendário e viajou para a disputa a partir deste sábado do qualifying do ATP de Nice, na França. Ele não havia se inscrito na competição pelo qual entraria direto. Também vamos dar o desconto. Não contava com uma lesão justo em dois torneios que poderiam lhe dar aquela gordurinha para ir à Londres. E também outro dado. Jogar quali de um torneio não é demérito para ninguém. O primeiro título de Bellucci veio passando o quali de Gstaad (Suíça, em 2009) no sufoco.

O lado contra de se jogar Nice. Você não tem aquela preparação e aclimatação de uma semana antes nas quadras de Roland Garros para jogos melhor de cinco sets. E se perder cedo, por exemplo ainda na fase do quali, não terá servido para muita coisa. Pode até ser pior em termos de confiança.

Por outro lado Bellucci precisa de pontos e precisa ganhar jogos. Ele atuou pouco no saibro europeu (cinco jogos, duas vitórias e três derrotas). No quali pegará rivais um pouco mais fracos de início e pode dar aquela guinada de confiança.

Tarefa difícil – Bellucci não terá uma tarefa fácil. Precisa ganhar quatro ou cinco jogos para somar pontos de forma adequada no ranking. São dois ou três do quali (sorteio sai no fim da tarde de hoje) e mais dois na chave principal. A vitória na estreia da chave vale 20 pontos mas Bellucci só somaria os 12 do quali já que descarta 20 de outro ATP 250 na semana.

A semifinal na França seria perto do ideal, colocaria 82 pontos no bolso (90 da chave + 12 do quali – 20 de descarte), algo que o deixaria basicamente com a mesma pontuação atual caso perca na primeira rodada em Roland Garros.

O ATP de Nice não conta com aquela lista dos super-heróis atuais do circuito, mas tem bons nomes que aderiram ao torneio como Gael Monfils, John Isner e Nicolas Almagro.

Depois do turbulento torneio de Madri, Roma, que tem o saibro decente, vai colocando os principais nomes do tênis masculino no saibro e da atualidade no eixo.

Nadal teve ótima atuação, mais agressiva do que o comum para bater Tomas Berdych. Fez a leitura de que não podia se defender contra alguém que vinha confiante na superfície (final de Madri, semi de Monte Carlo) e partiu pro risco primeiro. Fez incríveis 34 winners contra 10 erros.

David Ferrer mais uma vez se coloca entre os 4 melhores mostrando sua força no saibro, mas terá que acabar com o carma contra Nadal na superfície. Faz quase sempre jogos parelhos, mas falha nas horas decisivas. Mais uma chance para ele.

Djokovic deu uma melhorada em relação ao duelo contra Juan Monaco onde patinou bastante, mas não mostra o mesmo tênis de 2011 e está mais vulnerável. A diferença é que Tsonga não é aquele tenista tão perigoso no pó de tijolo como é na grama e no piso rápido.

Briga pelo Nº 1 ? A semi contra Djokovic deveria ter ocorrido na semana passada, mas será agora. Um jogo que promete equilíbrio e emoções. Federer leva favoritismo pelo melhor momento, mais confiante e consistente do que o sérvio, mas ao mesmo tempo Djokovic pode resgatar seu tênis de consistência e firme na defesa para atrapalhar os planos de Federer. O sérvio sabe também que sua diferença para Federer e Nadal está caindo e uma derrota amanhã o colocará em apuros sobre o número 1 nas próximas semanas.

A diferença hoje é de 1,8 mil para Federer e 2,1 mil para Nadal e pode cair para um pouco mais de  1 mil em caso do título do suíço na Itália, por exemplo. Interessante não é ?

No feminino o mais surpreendente (ou não) foi Victoria Azarenka atropelar na estreia e desistir do torneio a seguir. A explicação dela. A WTA dá ZERO pontos para quem não jogar os torneios obrigatórios como Roma além de outras sanções e não se pode substituir. Então Azarenka jogou, fez seu papel e foi embora. Não é a primeira vez que vejo isso. Serena era mestre nesse quesito há um bom tempo atrás.

O que apimentou foi mais tarde Sharapova contestando Azarenka. A russa disse que Azarenka desiste com frequência dos jogos alegando lesões e é vista dois dias depois treinando em outra competição. Ela questionou essas lesões de Azarenka e disse que é mais importante o corpo do que evitar as sanções da WTA em pontos e multas.

Ta aí mais um motivo para acreditar que o tênis feminino é muito mais briga de egos do que o masculino.



  • Arnold

    Bellucci rumo ao top 10.

  • RAFAEL FLUMINENSE

    O HEWITT LEVA ROLAND GARROS!!!

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