Classificação para Olimpíada do Rio ficará mais difícil e polêmica



A Federação Internacional de Tênis divulgou recentemente a nova regra para a classificação dos tenistas para a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016 que promete gerar polêmica entre os jogadores. A ITF arroxou o cerco e agora os jogadores precisam participar mais tanto da Copa Davis quanto da Fed Cup.

Até a Olimpíada deste ano, em Londres, os tenistas necessitavam ser convocados para pelo menos dois confrontos das competições de nações em 2011 e/ou 2012. Para o Rio de Janeiro, cada atleta necessita ser convocado para QUATRO confrontos durante os quatro anos do ciclo olímpico.

A ideia da ITF é que um atleta possa disputar sua maior competição pelo menos uma vez por ano, mas ele pode por exemplo disputar duas em uma temporada, ficar ausente na outra e mais duas no ano seguinte.

Para quem gosta de jogar as competições não há tanto problema, mas para outros fortes a polêmica já foi gerada. Maria Sharapova, que de forma clara não vai com a cara das companheiras da Fed Cup e quase nunca se apresenta para a competição, disparou contra a entidade: “É desapontador. Tivemos uma reunião em Miami e eles não nos ouvem”.

Barbara Travers, porta-voz da ITF, concedeu entrevista ao TENNIS.COM e comentou sobre a motivação da mudança: “A Olimpíada se tornou uma parte muito importante do calendário tenístico com a maioria dos jogadores com todo mundo de olho numa medalha inclusive na dupla mista, com honras semelhantes ao título de um Grand Slam. Mas a Olimpíada não é um torneio regular, precisa não somente do ranking para participar. Então em ordem para estar apto, cada jogador precisa estar em dia com sua federação. Então o mecanismo de demonstrar é representar seu país no tênis estando apto para a Copa Davis e Fed Cup, algo que acreditamos que os tenistas tenham se adaptado. O retorno deles é poder jogar a Olimpíada, o que sentimos ser um privilégio para o jogador que acredita que representar o país é uma prioridade. Ainda acreditamos que o calendário do tênis é anual assim como a Copa Davis e Fed Cup”.

A regra começa a valer ao fim dos Jogos de Londres, ou seja, o jogador que quiser disputar o Rio 2016, já pode estar apto a disputar a Davis ou Fed a partir de setembro e/ou novembro. Jogadoras que disputam os zonais regionais da Fed Cup diminuem esse direito de quatro para três participações na competição no ciclo olímpico.

A ITF terá um encontro com o Comitê Olímpico em junho e algumas alterações/adaptações podem ser feitas.

O que eu acho dessa nova regra. Em primeiro lugar tanto a Davis como a Fed estão ficando cada vez mais esvaziadas por conta da exigência do calendário. É uma forma de trazer os grandes competidores para jogar pelo menos uma vez por ano nas mesmas. Mas ao mesmo tempo nomes como Sharapova, Serena Williams e possivelmente Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, podem se rebelar pela obrigação de disputar tais competições que não queriam. Nadal é um que reclama a todo momento das regras da Copa Davis.

Outro ponto a se discutir e que ainda não ficou claro nessa nova regra Olímpica. E se algum jogador se machucar, ficar um período um pouco mais longo sem poder atuar, acabar coincidindo com a Davis ? A média anual de Copa Davis é de dois confrontos, um jogador pode muito bem perder um duelo pela lesão e não ser convocado para a outra por falta de ritmo de jogo ou o que for.

E se no ano anterior ou dois anos anteriores surgir uma nova revelação obtendo o ranking pra Olimpíada mais perto da competição e ter um país competitivo em jogadores de Davis por isso não poder completar os quatro duelos da Davis/Fed Cup ?

No fundo a regra tende a dificultar a ida dos tenistas ao Rio 2016, principalmente de revelações. E corremos o risco de ter uma Olimpíada sem uma ou outra estrela. Aguardemos a reunião de junho e a reação de mais atletas. Os principais já não estão muito satisfeitos ultimamente.

Curtinhas:

Por enquanto Bellucci está caindo para o 68º lugar no ranking da próxima semana já que possui o descarte de Madri. Estaria ali no limite para se classificar para a Olimpíada e ainda terá que descontar 90 pontos de Roland Garros o que o deixa no fio da navalha. Não pode pensar em perder muito cedo em Madri, Roma e Paris. Caso contrário…

E Feijão faz ótima campanha no ATP de Belgrado. Não vinha bem, somava derrotas seguidas, mas não deixou a peteca cair e está nas quartas de final batendo um top 60 talentoso, Ryan Harrison. TYerá um bom teste amanhã contra David Nalbandian.



MaisRecentes

Djokovic a caminho de recordes



Continue Lendo

Indomável, Djokovic agora postula ida ao Nº 1. Brasil tem por quem torcer



Continue Lendo

Del Potro pisa mais forte que Nadal no US Open. NextGen ainda não embala



Continue Lendo