Embalou e Amadureceu!



Thomaz Bellucci havia obtido boas atuações diante da Rússia em Kazan no ano passado. Lá escapou por muito pouco nossa vaga no Grupo Mundial, por detalhe contra outro tremendo jogador, Mikhail Youzhny.

Contra a Colômbia o brasileiro passou por situações distintas e soube reverter um cenário totalmente desfavorável na sexta-feira, mudando o estilo contra Alejandro Falla e soube comandar o time quando necessitavamos dele para definir. Ou seja. Bellucci chamou a responsabilidade, mostrou PERSONALIDADE e não falhou.

Depois de criticá-lo por não obter suas melhores atuações na maior competição de nações no tênis já posso afirmar com toda certeza que Bellucci se tornou UM JOGADOR DE COPA DAVIS.

Não, não sou um entusiasta que acha que o paulista vai ter atuações nível top 10 como as deste domingo. Não é assim. Bellucci pode, uma vez ou outra, não atuar bem, mas ganhar jogando mal, como fez na sexta, dão a prova que definitivamente AMADURECEU nesta competição e que PODEMOS CONFIAR nele.

Com esse Bellucci MADURO e uma dupla forte como Bruno Soares/Marcelo Melo temos muito mais equipe do algumas que jogam a elite. Isso me faz crer que a cada ano mais nossa possibilidade de jogar o Grupo Mundial aumenta.

Um bom sorteio ajuda e é hora de torcer muito na manhã desta quarta-feira. Nossas possibilidades ficarão mais claras com a atualização do ranking desta segunda-feira feita pela ITF. Por conta disso prefiro não opinar hoje sobre nossos prováveis rivais, apenas amanhã. Deixo pra vocês um artigo com as hipóteses dos confrontos. Clique Aqui e Leia!

Sobre Feijão. O time nacional ainda carece daquele jogador número 2 de confiança, mas temos cada vez mais alternativas. A estreia de Feijão não foi ruim, faltou aquela experiência que 90% dos tenistas sentem em estrear na Davis principalmente quando pegam um tenista de qualidade.  João Souza é uma boa para confrontos no saibro assim como Rogério Dutra Silva.

Thiago Alves volta a surgir como possibilidade para o piso rápido. Este ano ganhou dois challengers na superfície. E não podemos esquecer de Ricardo Mello.

 



  • Rafael Rafic

    Fabrizio, só uma correção ao seu artigo. Contra o Canadá seria fora de casa. O último confronto foi pelo Zonal Americano no Costão do Santinho, acho que em 2007 ou 2008.

    • Fabrizio Gallas

      Isso, corrigido já!

  • Neto

    Fabrizio, o Bellucci sexta me pareceu que entrou um pouco sem ritmo e que demorou pra conseguir “entrar” na partida. Mas depois que ajustou o seu jogo ao oponente, conseguiu ser superior.
    E o melhor, conseguiu chegar inteiro hoje, o que era meu maior temor.
    Chegou inteiro e jogou muito bem contra o número 1 da Colômbia e bom jogador Santiago Giraldo.
    Parece que o Bellucci está crescendo mentalmente, acreditanto mais em si mesmo. Por que o jogo ele já tem o suficiente para ir mais longe.

    Agora, sobre a Davis, nosso problema continuará sendo a falta de um jogador número 2 que possa nos dar pontos de vez em quando. Nossa dupla tem feito a parte dela, vencendo sempre que dá. No entanto, sem um número 2 razoável, fica muita pressão pra cima do Bellucci. E nunca é bom depender só de um jogador.
    abraços

    • Fabrizio Gallas

      Ele tava com dores na panturrilha e foi pras bolas, como tava confiante elas entraram.

  • Marcio

    O que achei interessante foi que o Brasil venceu uma equipe que, pelo menos nos números, vinha sendo individualmente superior ao time brasileiro. Sim, Bellucci é melhor rankeado que o Falla e que o Giraldo, mas hoje por bem pouco, sendo que já foi derrotado por ambos ano passado… e o Feijão está 40 posições atrás, venceu ambos em algumas oportunidades. Já a dupla Farah/Cabal é também bastante forte, a vitória do Brasil nas duplas era sim previsível, mas não com essa margem… Achava que o Brasil iria perder…

    Quanto ao João Souza, acredito que se conseguir manter um bom ritmo e jogar tudo o que sabe, pode muito bem figurar entre os 60 ou 70 do mundo, não mais…

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