A número 1 merecida



Nos últimos três, quatro anos, o tênis feminino viveu sob olhares desconfiados. Três líderes da tabela da WTA (Associação das Tenistas Profissionais) chegaram lá, dominaram por meses sem ganhar título de Grand Slam, série dos quatro maiores eventos do mundo. Foram elas Jelena Jankovic, Dinara Safina e por última e a mais duradoura Caroline Wozniacki que ficou no trono desde outubro de 2010 (perdeu apenas uma semana a liderança neste período).

Tudo fruto do sistema do ranking que valoriza um pouco menos as campeãs dos Majors em relação ao que é feito no masculino. Entre os homens os pontos para o vice-campeão de um Slam são de 1200 e 720 ao semifinalista e 360 ao quadrifinalista. Entre as mulheres são 500 para as que pararem nas quartas, 900 na semi e 1400 na final. Some toda esta diferença, mais a regularidade nos torneios Premieres (semelhantes aos Masters 1000 no masculino) e aí você chega ao topo sem precisar vencer nenhum dos quatro maiores eventos do mundo.

Mas neste sábado, aquela que talvez fosse a menos cotada das principais favoritas antes do evento começar, acabou com este carma ao se impôr com autoridade sobre a multicampeã (três Slams em seis finais) e vencer seu primeiro Major em sua primeira final. Pressão ? Nervosismo ? Só foi sentida nos primeiros games. Depois quando acalmou nem se ligou no feito que estava conquistando. A primeira campeã de Slam e número 1 do mundo da Bielorússia.

Sem dúvida nenhuma Victoria Azarenka é merecedora da liderança e o tênis feminino caminha para um ciclo disputado de vencedoras como Sharapova e a campeã de Wimbledon, Petra Kvitova, em seu encalço. Quanto a Serena Williams resta ver seu comprometimento com o esporte que não é o ideal para se chegar ao topo no momento. E Kim Clijsters pode ainda bagunçar, ganhar um Slam, mas vai, infelizmente, partir ao fim da temporada, diminuindo o número de torneios e sendo bem difícil poder brigar pela liderança.

Wozniacki foi questionada durante todos estes meses e até mostrou um tênis mais agressivo na Austrália, mas não conseguir aplicá-lo devidamente em sua derrota para Clijsters nas quartas. Mas não é uma questão apenas de mudança de estilo de jogo e sim da parte mental. Se não fosse este quesito certamente ela já teria vencido seu Slam.



  • Maurício Luís Silva

    Eu estava torcendo pela Sharapova, mas… tadinha! Levou uma surra que perdeu até o rumo de casa. Deve estar procurando até agora.
    Mas a vitória da Vitória Azarenka foi mais que merecida, sem falar que ela é também muito bonita e feminina. É uma nova era para o tênis feminino.

  • Vlad-BH

    Se Wozniacki não é lá grande coisa como nº 1, pelo menos ela é muito lindinha.

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