Perigo para Federer. A ansiedade que atrapalha



Duelo mais esperado das oitavas do Aberto da Austrália no momento será entre Roger Federer e Bernard Tomic que vai definir até onde este jovem menino de 19 anos vai poder chegar.

Com um tênis versátil ele tem todos os golpes e mostrou que o antes questionado físico está em dia. A parte mental também é cada dia melhor. Venceu jogos parelhos contra jogadores já experimentados e tie-breaks apertados. Na minha opinião Tomic ainda precisa ser um pouco menos muleque em certos momentos das partidas, menos displicente e sobre fundamentos, melhorar o segundo serviço.

O australiano a cada cresce, joga um tênis mais eficiente e ganha experiência. Logo se torna cada vez mais perigoso e Federer precisa abrir o olho. Na minha opinião ele tem tênis para ser top 10 em breve. Agora se vai ser um novo fenômeno como Federer, Nadal, Djokovic ou Murray, a partida do próximo domingo pode ser um divisor de águas.

Falando em Federer o que foi aquele fim de tie-break do primeiro set contra Karlovic. Contra estes grandalhões que sacam muito o improviso é bem-vindo e nisso Federer é mestre. O lob que ele deu no gigantão e depois o winner de devolução foram incríveis.

E Nadal continua firme. Pegou adversários não muito complicados, mas está jogando aquele tênis agressivo com revés longo e firme. A partir de agora começa seu teste e Feliciano Lopez é um ótimo desafio, em seguida pode piorar contra o agressivo Tomas Berdych. Vamos aguardar mais um pouco para avaliar a quantas anda o estilo mais ofensivo do espanhol.

A Ansiedade que Atrapalha Bellucci – Ontem o dia foi corrido, não pude escrever. Virando noites às vezes fica complicado de ajustar o sono. Mas a cada dia que passa fico com a convicção que vai demorar ainda bastante para Thomaz Bellucci eliminar o fator ansiedade de dentro de si. Ele começou muito bem contra Gael Monfils, explorando a esquerda do rival, aproveitando as chances e levando o oponente ao desgaste mental. Mas na hora de manter o foco e o sistema de jogo, fez duas, três bobagens, recolocou o oponente na partida e não conseguiu manter com constância aquele disciplina tática que teve no início do encontro. Bellucci já mostrou em Madri por exemplo que quando jogou disciplinado durante toda uma partida, controlou seus nervos, o resultado veio.

O misterioso psicólogo (Bellucci disse outrora que estava trabalhando com uma pessoa, mas não quis dizer quem era e nem sobre o trabalho) do brasileiro terá que trabalhar bastante neste aspecto pois a ansiedade é da pessoa Thomaz e que se insere constantemente no jogador ali dentro da quadra.

Curtinhas:

Após 39 anos os Estados Unidos não têm nenhum jogador nas oitavas na Austrália.  Eu diria que é uma entre-safra que uma escola passa, assim como vinha ocorrendo com o tênis australiano até o surgimento deste menino Tomic. Outro fator é a mudança do estilo de jogo. Hoje em dia se joga mais no fundo de quadra até mesmo no piso rápido. Os sacadores e voleadores perderam espaço e os americanos só agora estão dando carinho para basear seus tenistas com jogo mais de fundo ao construir mais quadras de saibro no país. O tenista mais completo, que joga melhor no fundo  é melhor desenvolvido na superfície lenta. O resultado está aí. O tênis americano tem bons valores, mas nada promissor, que possa vingar como um top 10, apenas os medalhões Roddick, Fish que estão em fim de carreira.

 



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