Faltou bom senso



O Hawk-Eye, replay-instantâneo, ajuda bastante ,faz os jogos mais limpos, mas causa problemas com os árbitros e de interpretação. Quem é que manda num jogo de tênis ? O árbitro ou a máquina ? Desde que o aparelho ganhou o mundo do tênis muitos árbitros de cadeira passaram a se acomodar e deixar as jogadas mais duvidosas pro tenista decidir baseado no pedido de desafio. Ou seja passaram a autoridade que era de cunho deles para a máquina. Não é um chute e uma constatação. Diminuiu bastante os principais árbitros que chamam pra si a responsabilidade de tais marcações.

O ocorrido na manhã desta quarta-feira com David Nalbandian me lembrou o caso em que Gustavo Kuerten foi sonoramente garfado na final de Miami em 2000 e em mais de uma bola. Um saque tremendamente pra fora de John Isner dada fora pelo juiz de linha num ponto ultra importante, um break pro argentino no 8/8 do quinto set (todos sabem que Isner baseia seu jogo no serviço) . O árbitro Kavern Mundi aplicou um overrule dando a bola como boa e faltou bom senso ao não deixar Nalbandian pedir o desafio eletrônico.

Nem podemos culpar tanto o juiz por isso, é uma pura e simples interpretação , como aquelas utilizadas pelos árbitros de futebol para definir ou não um pênalti. Nalbandian demorou um pouco para pedir o desafio e sendo assim, o árbitro tem a prerrogativa de dizer não. Mas neste caso creio que faltou bom senso ao árbitro já que ele não viu um erro grotesco na marcação que era de sua responsabilidade corrigir.

Aqui está o lance da confusão que bagunçou a cabeça de Nalbandian extraído do diário Olé com transmissão da Eurosport –
CLIQUE AQUI E VEJA O VÍDEO!

De qualquer forma, mesmo com a derrota, Nalbandian aguentou uma partida longa e jogou um ótimo tênis. Encarar o Isner sacando mais de 40 aces é um desafio para qualquer um até no piso duro. Lembram que o Nadal sofreu na estreia de Roland Garros 2011 ?

Faltou vergonha na cara também de Marcos Baghdatis ao quebrar 4 raquetes seguidas, algumas ainda no plástico que nem haviam sido usadas, na derrota para Stanislas Wawrinka. Ridículo!

VEJA A FÚRIA DE BAGHDATIS!

 

 

 



  • Lucas Pires

    Vejo o quadro pior ainda Fabrizio, pois o juiz de linha cantou fora e o juíz de cadeira corrigiu…

  • Victor

    Fabrizio,

    Pelo que eu entendi o juiz de linha deu fora e o juiz de cadeira contestou, chamando para si a responsabilidade (vulgo, querendo aparecer), marcando fora.

    Só torna ainda mais absurda a história.

    Abs

  • pedrão

    É sério esse seu trecho: “Nem podemos culpar tanto o juiz por isso…” ????????

    O cara me dá um over-run naquele momento, num saque com a velocidade do Isner, e não deixa o Nalbandian desafiar… e não tem culpa????????

    E já vi figurões do circuito demorarem muito mais tempo para desafiar.

    O que vimos hoje foi um ASSALTO, um ESTELIONATO contra o tenis

    Kader Nouni tem que ser severamente punido.

  • Vitor

    Não foi bem isso que aconteceu.
    O Juiz de linha marcou fora e o juiz principal chamou a responsabilidade pra si e marcou bola dentro, e ainda não deixou o Nalbandian pedir o desafio!
    Ele errou 2 ou 3 vezes, num ponto muito importante do jogo.

    Uma pena.

  • O Guga roubado em 2000…mais ou menos. Algumas bolas duvidosas de ambos os lados. Uma em particular, mas antes do Hawk Eye, isso acontecia direto.

  • Lisandro L. Silva

    Fabrízio, pelo que vi, o juiz de linha deu fora e o “juiz” de cadeira deu “over rule”, isto é, trocou a sinalização do juiz de linha, dando a bola do Isner como dentro. Então, o francês errou duas vezes: primeiro como juiz, normal e aceitável; e ao não atender o pedido do Nalba, errou como humano, inadmissível… pois se julgou superior a tudo.

    Mas o que eu gostaria mesmo de ver é o que Federer/Nadal/Djokovic têm a dizer sobre isso. Aposto que nada, pois se estivessem no lugar do Nalba teriam seu pedido de “desafio” aceito.

    Aos amigos, poder de escolha; aos inimigos, ordens. Na ATP-FIT também ocorre politicagem.

  • Walter Amorim

    Na verdade, nao foi assim que aconteceu fabrizio, o saque do Isner foi dado como fora pelo Juíz de linha e o arbitro de cadeira deu sim o overrule dando-a como dentro. foi tudo muito rápido, logo que o Isner saca e percebe a chamada fora do juiz de linha, ele ja levanta a raquete sinalizando o pedido de challenger, quando percebeu que o overrule aconteceu, Isner nao mais se manifestou, Nalbandian foi tirar satisfações com o juiz de cadeira alegando que o juiz de linha tinha dado como fora,o arbitro informou que deu o overrule, então o argentino foi próximo a marca da bola, e pediu o desafio, o árbitro alegou demora no pedido e nao aceitou o desafio. De fato faltou bom senso por parte do arbitro de cadeira, pelo momento da partida e pelo fato de a demora ter sido a mesma de inumeras outras situações semelhantes, e o que é pior, a tv mostrou que o saque de fato foi fora. Resumindo foi uma bela de uma trapalhada do árbitro, o que logicamente nao tira os méritos do grandalhão pela bela vitória. Abraços

  • Bernardo

    Acho que vc errou o nome do árbitro. O correto é Kader Nouni e ele é francês, e não marroquino.

  • quevedo

    Bela palhaçada do árbitro. Procuro sempre que dá assistir as partidas de quase todos os tenistas, e perdi as contas de quantas vezes o Nadal e o Djokovic, primeiro dão uma olhada na marca, para depois pedir o desafio. E são aceitos os pedidos. Quer dizer que a regra é diferenciada para os cachorrões? Sem falar na demora desses dois para por a bola em jogo no entre-pontos. Quanto ao Bagdhatis, ele não deveria perder um ponto neste episódio? Ele foi advertido por quebrar a raquete e depois repetiu a falta tres vezes. Ou no mesmo momento ele pode quebrar quantas raquetes quiser?

  • Breno Nascimento

    Assisti ao set final do jogo e achei que estava ficando louco ao ler o blog.

    agradeço ao pessoal dos comments, que fez diversas correções no texto.

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