A Oportunidade



Não deu para ver o jogo pois a quadra 5 de Melbourne Park não tem câmera. Pelo placar e pelas viradas que o brasileiro conseguiu – uma em cada set – e ainda pelo histórico recente ruim, concluo que o Thomaz Bellucci fez um jogo firme mentalmente. No aspecto técnico, para ganhar de Sela, é preciso ter consistência pois o homem é uma formiguinha que balança o rival e erra pouco.

A vitória é ótima para a confiança e o ego de Bellucci que entra sem pressão contra Gael Monfils. Mas o trabalho não está terminado. Esta faltando aquela exibição em um piso rápido contra um tenista de calibre. Vencer ou no mínimo dar um forte calor. E está aí uma baita oportunidade. Monfils vem confiante, fez final em Doha derrubando Rafael Nadal, mas Bellucci tem qualidade até para sair com a vitória. A derrota seria o normal, mas se acontecer com uma boa exibição, fará com que o brasileiro chegue de cabeça erguida na temporada de saibro.

Ricardo Mello fez o seu papel. E agora terá uma pedreira contra Jo-Wilfried Tsonga. Sinceramente não vejo chances ao brasileiro. O jogo de Tsonga tende a incomodar muito o do brasileiro que teria que fugir de sua característica e atacá-lo antes de ser atacado.

João Souza, o Feijão, ainda precisa ajustar seu jogo ao piso rápido. Tem bom saque, golpes agressivos, mas fica muito ansioso para subir à rede e com voleios no meio de quadra dando inúmeras oportunidades às passadas do rival. Falta trabalhar mais o ponto. No saibro ele é um jogador perigoso e pode conseguir bons resultados na gira das Américas.

Dado curioso. Desde 2001 que o Brasil não coloca dois tenistas na 2ª fase na Austrália. Na ocasião Guga e André Sá foram os responsáveis.

E o Djokovic não teve nem graça. Teve graça a partida de Murray. Ele adora se enrolar nas rodadas iniciais dos Slams e acaba pagando a conta lá na frente. Mas Ryan Harrison não era o melhor adversário pro britânico numa primeira rodada. Tenista que já obteve bons resultados no piso duro em ATPs, é jovem, 19 anos, e tem um bom arsenal de golpes.



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