A mística da eterna Copa Davis



A cada temporada e cada confronto como o que rolou neste final de semana em Sevilha, me convenço que a Copa Davis é mais do que especial. Jogos melhor de cinco sets com tenistas deixando tudo dentro de quadra, batalhando não por si, mas sim por seu país, e ainda com atmosfera incrível das torcidas. Por essas e outras que a Copa Davis, quer tenha seus defeitos no apertado calendário do circuito, nunca irá morrer, será eterna.

Falando do jogo de hoje. ESPETACULAR. Mais um deste final de semana. Alguém esperava por um 6/1 do Del Potro logo no primeiro set ? Aquele 6/1 onde Nadal teve chances, mas mostrou nervosismo. Pois é, o cara já ganhou outras Davis (esteve presente em 2004 e 2009), dez Grand Slams, 46 títulos, mas é humano, sente o frio na barriga. Momento chave o segundo set Delpo sacando com 1/0 e 40/0. Aquela vacilida do argentino foi crucial para erguer Nadal. No físico, após 4h43 jogadas na sexta, todos sabiam que Del Potro não aguentaria. Mas ninguém apostava que voltaria no quarto set e ficasse a um game confirmado no saque de levar pro 5º. Se fosse um jogo normal do circuito, difícil que Del Potro voltasse.

Concluindo sobre a Argentina. Time bravo, lutador. Soma seu 4º vice-campeonato, mas acima de tudo merece mais do que nunca ganhar um troféu. Derrotas dolorosas como a deste ano. Para Del Potro dói ainda mais. Podeira ter vencido aquele segundo jogo contra Ferrer, que mudaria a história do jogo. Juan Martin leva sua terceira derrota amarga em final de Davis. As duas de Sevilha e outra no segundo jogo contra a Espanha em Mar del Plata, quando tinha apenas 20 anos.

Sobre a Espanha. Um time sólido com o Nadal que perdeu apenas o 1º dos 21 jogos que fez em Copa Davis, ganhando todas no piso de saibro. Uma fortaleza e agora outro jogador onde se pode depositar muita confiança, David Ferrer além de peças que podem fazer bom papel como Nicolas Almagro, Juan Carlos Ferrero, que não estiveram presentes neste final de semana. O único lado decepcionante do final de semana é por Lopez/Verdasco, fruto também do ano irregular que tiveram.

E a mística ? Em 2008, Verdasco deu o título para a Espanha em Mar del Plata e fez seu melhor ano no circuito na sequência. Em 2009, Nadal ajudou a Espanha em Barcela contra a Rep. Tcheca e fez sua melhor temporada a seguir. Em 2010, Djokovic fez história para a Sérvia e teve um 2011 brilhante. Será que Nadal vai seguir esta mística após um fim de ano frustrante e um 2011 bom, mas que poderia ter sido melhor nas finais ? Veremos. Mas conquistar um título para fechar uma temporada ainda mais desta forma em cima de um Del Potro com um jogaço dá aquela confiança.

Que em 2012 a Copa Davis tenha mais confrontos como este e que o Brasil volte ao Grupo Mundial.



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