Quem seria o melhor técnico pro Bellucci ?



A parceria Bellucci-Larri que tinha tudo para dar certo se desfaz com um ano de trabalho, muitos resultados negativos e lampejos na Espanha e em Acapulco. Pouco para o que era esperado.

Era óbvio – e eu já havia apontado isso – que alguma coisa não andava bem entre Thomaz Bellucci e Larri Passos e que os dois poderiam e talvez deveriam se separar. Em Cincinnati a irritação do técnico após a perda de um ponto bobo em momento importante era um indício de desgaste da relação. Semanas atrás, após perder em Xangai, novamente de virada, o brasileiro deu esta declaração que indicou que o trabalho não andava bem:

“Tenho que seguir firme e pegar esse jeito da quadra dura. Quando sou agressivo, às vezes ando recuando ainda, mas são detalhes”.

“Joguei meu melhor tênis, consciente e agressivo, não posso nem dizer que estou triste. Estou tranquilo e vou seguir trabalhando, ajustando os detalhes. Com paciência, os resultados virão”

Na ocasião explorei essas palavras. Indiscutível que Bellucci não é um jogador de quadra rápida, mas era o retrato que o trabalho não estava no caminho certo.

Esses ajustes de recuar, ser agressivo no piso duro não são detalhes como Bellucci afirma, são deficiências que foram ou mal-trabalhadas por Larri Passos ou mal-assimiladas pelo brasileiro.

Não dá pra culpar Larri por isso, afinal não estive nos treinos. Não dá para culpar Larri também pela fraqueza mental que Bellucci mostrou na maioria dessa série de sete derrotas.

O que não gostava em Larri era a concentração de poderes. Pelo que se sabe ele forçou Bellucci a não mais viajar com um preparador físico, e sim usar sua equipe fincada no Brasil. Desde então Bellucci obteve a mágica campanha em Madri e curiosamente pouco produziu depois. Levou virada em diversos jogos.

Estive em Kazan, na Rússia, acompanhando o que foi de melhor de Bellucci no piso rápido em 2011 mesmo com a derrota nos detalhes para o ex-top 10 Youzhny. Bellucci parecia jogar mais à vontade, mais solto. A menor quantidade de pressão, pelo fator zebra, ajudava, mas curiosamente Bellucci não tinha Larri Passos ao seu lado e sim João Zwetsch, técnico que o mesmo dispensou no fim de 2010. Com dois anos de Zwetsch, Bellucci ganhou seus dois únicos ATPs e deu o maior salto no ranking.

Não seria de todo mal que Bellucci recuasse e chamasse o João de volta. Não vejo outros nomes por aqui capazes de trabalhar com Thomaz. E com João, Bellucci evoluiu e parecia se sentir seguro.

Agora uma coisa é inegável. Não adianta ficar trocando de técnico toda hora. Não dá para utilizar a política do futebol pro tênis. E boa parte dessa filosofia vem de sua agenciadora, a Koch Tavares, que manda no atleta (afinal ele só joga o Challenger Finals pois a promotora quer, não é verdade ?). Um novo treinador praticamente a cada ano causa uma mudança de filosofia de trabalho, mudança de convivência, etc.

Só relembrando. Em 2007 Bellucci estava Leonardo Afini (ou Leandro), depois passou uma temporada com Leonardo Azevedo, duas com João Zwetsch, uma com Larri Passos. Isso é demais.

No meu entender o buraco de Bellucci passa mais pelo lado mental do que qualquer coisa. E novamente bato na tecla de que um psicólogo poderia ser uma boa ajuda.

Torcemos para que o novo nome redirecione Bellucci para o caminho das vitórias e que se faça um trabalho à longo prazo. Você, caro leitor, sugere algum nome ? A caixinha está aberta!



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