Saldo do PAN é negativo…



O Brasil sai com uma prata em simples masculino e um Bronze nas mistas. Saldo negativo na minha opinião e retrato do que vem ocorrendo com os brasileiros nos últimos anos na Copa Davis. Nadamos, nadamos, lutamos, jogamos bem, mas INFELIZMENTE não vencemos. Falhamos na hora H.

Mesmo assim, a PRATA, o vice-campeonato precisa ser valorizado no Brasil. Em 90% dos casos não é. Mas chegar em segundo lugar, mesmo que doa, não é demérito nenhum. Afinal, na maioria das vezes, o adversário chegou numa final, tem seus méritos e foi melhor do que você.

Obviamente que agora Rogerinho deve estar abatido, chateado. Afinal, ele dominava o jogo no primeiro set, fazia tudo certinho, mas sentiu a pressão e entregou de bandeja pro rival o primeiro set e novamente se enervou demais na decisão no segundo set.

Dentro de alguns dias Rogerinho vai olhar o lado positivo da Medalha, o lado positivo da campanha, do espírito de luta, das viradas nas quartas e semis e vai ganhar mais fôlego no fator experiência, fundamental para crescer no circuito e jogos de Copa Davis onde situações similares de representar o país ocorrem. Afinal sobrou alegria, força de vontade e dedicação em Rogerinho ao defender o país.

No fim das contas saio decepcionado com o desastre do feminino –  não ganhou nenhum set sequer – e também com as quedas de Feijão e Ricardo Mello. Eram favoritos e ainda contavam com a série de quedas dos argentinos na estreia.

Mello, com toda sua experiência, deveria ter pesquisado ou consultado seus amigos no circuito, para saber que habitualmente os Jogos Pan-Americanos são DESORGANIZADOS. O PAN foi muito falho no tênis no Rio de Janeiro e em Santo Domingo.

Na capital carioca não havia lona para cobrir as quadras que viraram lama com as chuvas, confundiram uma tenista brasileira com uma da Indonésia (isso porque a Indonésia fica nas Américas, claro rsrs) no sorteio da chave e na Rep. Dominicana, assim como aconteceu com Mello, um rival de Meligeni foi avisado de forma equivocada sobre o horário do jogo, teve que ir correndo de ônibus pro clube, mas o trânsito não permitiu chegar a tempo.

Para completar, não poderemos conseguir a tão sonhada vaga olímpica. Era o desejo do presidente da CBT que um OURO em Guadalajara sensibilizasse a ITF para conceder um convite para Londres-2012 já que é provável que tenhamos apenas um ou dois tenistas garantidos na chave.

Mas nada passa. O circuito segue e os brasileiros não serão prejudicados no que mais interessa a eles, o ranking. E nossos meninos estão com boas possibilidades de neste fim de ano ficar entre os 100 melhores, o que garantiria vaga direta no Australian Open para 2012.

Quanto ao feminino fico preocupado. Ninguém de nossas melhores empolga…

 



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