E se Tóquio fosse um Grand Slam ?



Já lanço a pergunta. Se tóquio fosse um Grand Slam ? Será que Murray teria exibição deste nível ?

Com o tênis apresentado nesta madrugada, não daria para Rafael Nadal, para Roger Federer e nem para o possuído Novak Djokovic de 2011.

Nadal não estava jogando mal, mas o esccocês lembrou aquele do Australian Open de 2010 e deste ano. Agressivo e atacando com consistência o backhand do espanhol. Devoluções precisas que não deixavam Rafa atacar.

A vitória deste domingo em Tóquio prova que o bipolar britânico sente e muito o fator de jogar as rodadas decisivas de um Major e quando romper esta barreira, vai protagonizar com mais frequência isto que vimos hoje e tende a assumir o topo. Mas sua próxima chance agora, é só em 2012.

A forma de Murray é ótima. Venceu 21 dos últimos 22 jogos, ganhou três dos últimos quatro torneios e chega em Xangai com ótimas possibilidades do bicampeonato que o deixaria bem pertinho de assumir o terceiro lugar do ranking. Federer tende a pagar bem caro pela não ida ao Masters 1000 já que defende a final (600 pontos).

Para Nadal fica o sabor amrgo de mais um vice, o sétimo da temporada onde venceu três torneios. Apesar de se dizer contente com o ano, sem dúvida ele deve ter ficado muito bravo com mais um vice-campeonato. Nadal não gosta de perder nem no Playstation.

O jejum do espanhol no piso rápido já ultrapassa um ano (última conquista exatamente na capital japonesa). Sua pedra no sapato até então era Novak Djokovic visto que havia vencido todas as últimas cinco sobre Murray. Mas de qualquer forma o espanhol não podia fazer nada com a atuação.

Perigosa é sua chave em Xangai. Com o embalado Tomas Berdych nas quartas de final. O tcheco quebrou um jejum de 29 meses ganhando Pequim e se colocará na briga por uma das oito vagas no ATP Finals – que só tende a aumentar até o fim do ano. Mas vejo o espanhol em boa forma.

E o Bellucci ? Duelo difícil mas que me agrada na estreia na China. Tursunov é um jogador agressivo, mas que comete erros, algo que Bellucci de certa forma gosta. Trabalhar o ponto, balançar o rival será determinante para levar a melhor nos pontos. Aquela consistência da Copa Davis precisa voltar.



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