Para o bem do tênis brasileiro. Beneficiará Bellucci e Feijão



Finalmente o maior torneio do Brasil sairá da paradisíaca, porém esvaziada Costa do Sauípe. Depois de muitos anos de especulação e renovação, a incompatibilidade de datas – leia-se Carnaval e falta de lugares nos hotéis – trouxe o Brasil Open para São Paulo.

O torneio na Bahia só era bom para o coorporativismo. Um ambiente agradável, com dezenas de áreas VIP, propício para se fechar negócios e curtir as praias e a bela estrutura.

Nada por ali ajudava no desenvolvimento do esporte. A começar pelo baixo público, fruto da distância dos grandes centro de tênis do país (Sul-Sudeste). Nem mesmo o povo de Salvador se deslocava por mais de uma hora de carro para lotar os jogos.

Na capital paulista, o principal centro tenístico do Brasil, a promessa é de casa cheia em quase todos os dias (segunda-feira normalmente não é um dia bom em quase todos os torneios). Com mais gente assistindo in loco, maior a chance dos jovens e crianças se apaixonarem e começarem a praticar o esporte. Por consequência, no futuro, maiores chances de jogadores.

A única notícia ruim é que o Brasil Open será disputado logo após a Copa Davis, o que dificulta a aparição dos tops – será necessário um cachê alto para que algum top 10, top 15 apareça. Mesmo assim, facilita a logística para quem estiver na gira latino-americana no saibro que começará em Santiago e após o Brasil seguirá para Buenos Aires e Acapulco.

Bellucci e Feijão ganham – Jogos numa pequena altitude (São Paulo tem entre 500, 600m) no saibro e coberto tendem a beneficiar os estilos de jogo de João Souza, o Feijão, e Thomaz Bellucci. Os dois tem seus melhores resultados nestas condições. Bellucci ganhou seus únicos ATPs em Santiago (altitude similar a de SP) e Gstaad (mais de 1 mil metros) e Feijão fez semis em Santiago e Kitzbuhel.

Curtinhas:

Depois de belas apresentações na Copa Davis na Rússia, Bellucci recebeu um choque de realidade sobre o piso rápido. Derrota para Juan Carlos Ferrero na estreia de Pequim e um ano, por enquanto, para ser esquecido na superfície. O brasileiro não conseguiu ainda ganhar mais do que um jogo por torneio. Medíocre para quem tem qualidade e deseja alcançar o top 20. É levantar a cabeça e partir para Xangai. O tênis dá a oportunidade de se recuperar na semana seguinte.



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