Nadal inseguro, mas vencedor. E o bom dia do Brasil



Rogério Dutra Silva nem tinha convite para a festa, entrou digamos como ‘penetra’ e agora é a única esperança brasileira. Ficou de fora esperando, esperando e vendo várias desistências com jogos já iniciados. Jogadores fora dos 50, 60 do mundo só desistem de um Grand Slam se estiverem com algum problema sério . Afinal só pela primeira rodada eles ganham US$ 19 mil. Nada mal não é ?

Eis que meia hora antes da rodada iniciar Robin Soderling anuncia sua desistência e dá lugar ao brasileiro, no último suspiro de esperança que tinha. Dores no estômago e na cabeça afetaram o sueco que sequer passou a informação à ATP que só soube quando viu o brasileiro entrar em quadra – nos Grand Slams a Federação Internacional de Tênis é a organizadora junto com a federação de tênis local.

O brasileiro já teve seu primeiro lance de sorte e enfrentava o pior tenista ranqueado do torneio, Louk Sorensen, 618 do mundo, e de cara saiu metendo um pneu no rival. Depois de uma patinada, Rogerinho segurou a cabeça para fazer 2 sets a 1 e ainda ver o rival abandonar com uma série de lesões.

Um prêmio para Rogerinho, tenista lutador que aos 27 anos vive seu melhor momento da carreira. E porque não brilha a estrela de Marcos Daniel que faz sua primeira experiência como técnico – ainda em fase experimental – ao lado do jogador.

E os outros dois brasileiros foram derrotados, mas cada um apresentou aspectos positivos. Mello jogou muito bem contra Gilles Simon, 12 do mundo e por pouco não venceu batalha de cinco sets. Foi por um detalhe. Feijão mostrou-se um pouco preso pela estreia em Grand Slams, mas teve poder de reação e não deixou de acreditar, de lutar, mesmo quando estava no buraco. Ótimo aprendizado pra ele.

Sobre Rafael Nadal. Pegou um adversário kamikaze, que não dá muito ritmo . Ia pro winner a todo momento e quando estava confortável acertava. Quando se via na possibilidade de ganhar um set, amarelava. De positivo, como sempre, o poder de reação do espanhol e alguns lapsos de bom tênis. O saque de Rafa mostrou-se forte como o do ano passado, mas não evitou que fosse quebrado em seis oportunidades, mais do que todo o torneio de 2010. De negativo uma irregularidade e bolas curtas, um apetite pro estilo agressivo de Golubev.

De qualquer forma não é novidade que Nadal comece um torneio sem jogar seu melhor. Ele demora a esquentar no torneio.



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