Quadra mais lenta em Nova York. Melhor pra quem ?



Roger Federer declarou neste sábado e Mardy Fish confirmou. As quadras de Flushing Meadows estão mais lentas este ano. Em um piso duro a pintura da mesma determina a velocidade. Nos últimos anos, Nova York se caracterizou por ter quadras muito velozes, fator claro para favorecer a vida dos locais, afinal Pete Sampras, Andre Agassi e Andy Roddick tem mais afinidade com tal. E mesmo em boa forma, Mardy Fish ainda não provou nada em Grand Slams – nunca passou das quartas.

A redução da velocidade certamente atrapalhará a vida dos sacadores como John Isner, Ivo Karlovic, Tomas Berdych, Robin Soderling, Jo Tsonga entre outros, e não me cai bem se ter condições totalmente diferentes de um torneio para outro. Em Cincinnati a quadra era bem veloz. Seria ideal que o US Open Series, eventos nos EUA antes do Slam, tivessem superfícies uniformes, ou que no mínimo o torneio principal anterior não fosse tão diferente. No saibro os jogadores bateram o pé e pediram a troca de Madri por Roma como último grande torneio antes de Roland Garros (Madri é na altitude e o jogo fica mais veloz do que em Roma-Paris).

Mas a pergunta que não quer calar. Quem se dá bem com isso ? Sem dúvida a dupla Nadal-Djokovic. Pro espanhol cai do céu na fase sem confiança, com bolas curtas, que se encontra. Pra Djokovic uma quadra mais lenta beneficia pois os jogos ficam mais disputados no fundo e ali é onde seu endurance está fazendo a diferença.

Para Federer vejo uma incógnita. Aparentemente não ficou muito satisfeito na coletiva de imprensa, mas tem uma capacidade monstra de adaptação. Precisa focar e concentrar seu jogo na paciência, algo que vem faltando um pouco ao longo desta temporada e que ficou claro nos últimos torneios.

Mas o certo é que o US Open será um prato cheio para bons resultados de espanhois com tendências de jogos mais longos e do que o habitual.

João Souza, o Feijão, que nunca havia ganho um set em NY, venceu três jogos, furou o quali e era só sorrisos ao entrar em seu primeiro Grand Slam da carreira. Enfrentará o americano Robby Ginepri, tenista talentoso, mas que está em fim de carreira. Boa chance para Feijão que terá sua primeira prova em partidas de cinco sets.

Vamos aguardar, mas fica meu parabéns ao pupilo de Ricardo Acioly que segue em ascenção para se consolidar nos grandes eventos. Mesmo que tenha demorado um pouco a mais do que o esperado, Feijão vem colhendo os frutos de todo o esforço que faz há anos.

Uma pena a queda de Rogerinho na final do quali. Outro batalhador. Ele ainda aguarda por desistências na chave principal para entrar de lucky-loser. Os quatro primeiros ranqueados que perderam no quali caem em sorteio e sabe-se que Rogerinho não ficou em primeiro visto que o eslovaco Lukas Lacko ganhou a por enquanto única vaga de LL ao entrar no lugar do polonês Lukasz Kubot.



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