A má performance de Bellucci no piso rápido



Perder para Richard Gasquet não é de todo ruim. O que não é legal é ver que Thomaz Bellucci mais uma vez teve uma atuação abaixo do esperado, como o mesmo diz em comunicado enviado por sua assessoria de imprensa, assim como ocorreu diante de Alex Bogomolov Jr. em Los Angeles e nos dois sets finais diante de Marcos Baghdatis em Washington.

Foram três torneios no verão americano sobre o piso rápido e aquela ideia de chegar com mais confiança para o US Open por enquanto não surtem tanto efeito para o número 1 do Brasil, salve uma boa campanha na semana que vem em Cincinnati. Pelo menos com algum ritmo ele chegará a Nova York.

Mas o que desejo chamar a atenção é a má produção de Thomaz Bellucci no piso rápido. Volto a frisar. Não é nenhuma torcida contra. Sempre quero e torço pelos resultados positivos do tênis nacional.

Bellucci não conseguiu vencer mais do que dois jogos sobre a superfície em 2011. Foram sete torneios e somente no primeiro, em Auckland (Nova Zelândia) venceu duas partidas (em Los Angeles saiu de bye na estreia). No ano passado foram 13 eventos disputados e apenas duas vezes Bellucci ganhou duas partidas, em Miami (parou nas 8ªs) e Brisbane (caiu nas 4ªs).

Sua melhor campanha até aqui foi em outubro de 2009 quando fez semifinal no piso rápido e coberto de Estocolmo (venceu três partidas). Na temporada ainda jogava qualies de torneios, mas não vou contar essa fase.

Já destaquei, em outros posts, quais os motivos técnicos que levam Bellucci a não ter a mesma produção nesta superfície se comparado com o saibro. A bola anda mais rápida e baixa e Thomaz é um tenista alto, com golpes amplos e logo seu tempo de reação é menor para executá-los, assim como faltam golpes de variação como slices e idas à rede.

O que não pode é Thomaz não usar uma de suas maiores armas com eficiência: o serviço. Perder sets de 6/1 para Bogomolov, Gasquet e 6/2 para Baghdatis cometendo uma série de duplas-faltas dizem por si só.

Fazer de Bellucci um tenista mais competitivo e eficiente no piso rápido é um desafio para Larri Passos e por isso a escolha dos Estados Unidos ao invés da pequena gira no saibro europeu. Afinal, é neste tipo de quadra onde se concentra o maior percentual de torneios importantes e é um ótimo caminho para Thomaz entrar no top 20.

Subida no ranking e baixo percentual – Bellucci terá, na semana que vem, 1215 pontos na ATP e será o 33º do mundo subindo três posições com os 45 somados em Montreal (descarta 10 de 2010). Destes, 460 foram somados na superfície rápida – 100 a mais do que ele ganhou com a semi em Madri – o que representa 37,86% de seu total. Pouco.



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