Foi premiado pela ousadia. Parabéns, Feijão!



E o Brasil terá três tenistas no top 100 mais uma vez a partir da semana que vem. Tudo graças à ousadia de João Olavo Souza, o Feijão,que será o 24º homem a entrar no grupo.

Ele disse não ao challenger de Campos do Jordão, por exemplo, onde seria cabeça de chave, e foi pros qualies de ATP europeu, torneios de Gstaad e Kitzbuhel, nos alpes da Suíça e Áustria, locais com altura e com o piso de saibro, condições boas pro jogo agressivo do brasileiro.

Passou dois qualies duros. Não se deu tão bem na Suíça, chegou na véspera da estreia no quali na Áustria,de noite, e após seis vitórias, com duas rodadas duplas (a primeira foi na fase prévia) está na semifinal.

Para quem está por ali em 100 e poucos do ranking é sempre uma incógnita a mescla dos challengers com os ATPs.

Nos torneios médio porte você é um dos favoritos, na maioria tem garantias como hospedagem, uma premiação mesmo perdendo na estreia e jogadores mais fracos nas primeiras rodadas. Em ATP você vai pro quali, corre o risco de sair de mãos abanando, só gastando dinheiro e até mesmo somando pouco se entrar na chave (12 pontos).

Mas Feijão deu mais uma mostra daquele ditado. Quem não arrisca não petisca. E seus dois melhores resultados de ATP foi premiado pela ousadia. A semifinal em Kitzbuhel e em Santiago, em fevereiro do ano passado, quando chegou também em cima da hora no quali e parou na semi.

Conversei com Feijão e ele se mostrou feliz, mas nem um pouco deslumbrado com o feito. Pelas palavras mostrou segurança e maturidade de que pode muito mais do que simplesmente estar entre os cem melhores. A experiência o ensinou. No ano passado viveu o gostinho de ser top 100, ficou empolgado, mas bateu na trave, esteve a dois ou três pontos na posição 101, caiu, mas se levantou.

Nesta sexta-feira outro duro embate contra o holandês Robin Haase que derrotou Feliciano Lopez e Andreas Seppi. Mas aconfiança do jovem brasileiro de 23 anos está alta. Afinal, ele despachou Pablo Andujar, campeão de Casablanca e vice de Stuttgart este ano.

Saque deixou Bellucci na mão – O grande aliado de Thomaz Bellucci, que é o serviço, foi o vilão nesta quinta-feira. Fez o brasileiro jogar um terceiro set contra Tommy Haas no primeiro jogo e o fez ser quebrado quatro vezes contra Marcos Baghdatis, três no último set. Baghdatis é, na minha opinião, mais completo que Bellucci, e logo não lamento a queda do brasileiro. É torcer para melhor sorte na chave de Montreal que começa na segunda-feira.

Curtinhas:

Por enquanto Feijão será o 88 do mundo e tem uma briga particular com Ricardo Mello pelo número dois do país. O campineiro é o 89 e pode ultrapassá-lo se for à final de Campos do Jordão e se Feijão perder amanhã. Mas vencendo, Feijão ficará perto do top 80.

Uma pena o top 100 não ter vindo duas semanas atrás com a divulgação da lista do US Open. Terá que jogar o quali do último Grand Slam do ano.



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