A irregularidade que derruba Bellucci



Ontem não resolvi escrever sobre Thomaz Bellucci. Preferi parar, refletir e deixar de lado quaisquer tipo de raiva que pudesse transparecer ou aflorar meu lado torcedor. Torcida sempre em prol do tênis brasileiro, para nossos jogadores, mas que não se deixe de lado a análise do que está acontecendo com elogios e criticas de acordo com o merecimento.

Após uma consulta aos resultados de nosso número 1 no ano, uma constatação óbvia. Não precisa ser nenhum gênio para cravar que a temporada de Bellucci é irregular. É até normal no tênis para jogadores que atuam por 20, 25 semanas terem algumas delas ruins. Somente os top 3, top 4 conseguem uma regularidade absurda acompanhada com certa distância do restante no grupo dos dez primeiros.

Mas o que atrapalha Bellucci é que estas chances desperdiças são comuns em 2011. Jogos contra tenistas com qualidade inferior que se deixa escapar e chaves de torneio onde é , ou se torna o favorito, mas tropeça pelo caminho.

Fiz os cálculos e contando com mais esta queda em Los Angeles lá se vão 250 pontos que o brasileiro deixou de ganhar apenas se confirmasse o favoritismo em suas derrotas. Com isso, Bellucci estaria em torno do 23º ou 24º posto na ATP (fora o que poderia ganhar a mais caso avançasse mais nos eventos). Estaria assim com situação confortável para ser cabeça de chave no US Open ou até já teria furado o top 20.

A derrota de ontem contra Alex Bogomolov Jr. doeu em dobro. Em primeiro lugar pois vencia por 6/1 4/3 com quebra. Em segundo pois Juan Martin Del Potro foi derrotado por Ernests Gulbis. Ou seja, Thomaz teria um jogo não tão fácil, mas que não seria um bicho de sete cabeças para disputar sua primeira final no piso duro.

Outras quedas muito lamentadas que entram neste meu cálculo acima. No ATP de Auckland contra Santiago Giraldo nas quartas (45 pontos perdidos); 2ª rodada do Australian Open contra o qualifier Hernych (45 pontos); ATP de Santiago contra Fábio Fognini nas quartas (45 pontos); Masters de Miami contra James Blake (35 pontos); Masters de Roma diante de Paolo Lorenzi (35 pontos).

Volto a repetir o que já disse aqui dezenas de vezes. Certifico que o talento de Bellucci é enorme e que potencial para estar no top 20, top 15 ele tem (mostrou isso em Madri). Mas falta a constância de bons resultados. Como sempre sigo torcendo para que evolua.

Curtinhas:

Ranking do Bellucci segue caindo. Será o 35 ou 36 na próxima segunda-feira. Torce contra Marcel Granollers na final de Gstaad (Suíça).

Em Washington enfrenta Fernando Gonzalez ou Tommy Haas. Dois tenistas ainda sem muita confiança após voltarem de lesões, mas que são muito experientes principalmente na superfície. Se vencer poderia encarar Marcos Baghdatis, outro que vem sem muita confiança, mas que é muito talentoso. Resumindo: não terá vida fácil.



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