Federer aqui no Brasil ? Não, Obrigado!



Saiu a lista dos oito países cabeças de chave dos Playoffs do Grupo Mundial em setembro e que enfrentam os outros oito países não-cabeças. Um sorteio será feito nesta quarta-feira para definir os jogos e o Brasil torce para ter um adversário favorável.

Meu post anterior já havia antecipado que a Suíça podia surgir como um dos cabeças e foi o que aconteceu. Entrou como favorita no lugar da Romênia. Além dela temos a República Tcheca, Croácia, Israel, Chile, Áustria, Rússia e Índia.

Das oito possibilidades, contra seis adversários jogaríamos em casa – Suíça, Áustria, Chile, Índia, Croácia e Rep. Tcheca. Diante de russos e israelenses iríamos ainda para sorteio. Ou seja, só tendo azar para jogar fora.

Muita gente quer ter o prazer de ver a Suíça com Federer aqui no Brasil. Confesso que seria muito bom ter o gênio das quadras desfilando seu talento pela primeira vez aqui. Daria um foco enorme pro tênis na mídia por aqui.

Mas por outro lado é o pior cenário para o Brasil jogar em casa. Apesar da nostalgia que proporcionaria, seria muito difícil derrotar Federer e Wawrinka em qualquer superfície ou condição climática. E é preciso pensar no seguinte. O Brasil não joga o Grupo Mundial desde 2003 e foi derrotado nos Playoffs nas últimas cinco temporadas.

Vejamos agora outras situações. Não gostaria de ter a República Tcheca aqui em casa também. Tomas Berdych e Radek Stepanek são excelentes tenistas mesmo que Bellucci já tenha superado o primeiro em duas oportunidades.

A Rússia tanto dentro quanto fora não é legal. Mikhail Youzhny e mesmo um Nikolay Davydenko em fase ruim são indigestos em qualquer superfície.

A Croácia tem Marin Cilic e talvez Ivan Ljubicic (este havia se aposentado da Copa Davis, mas jogou no ano passado contra a Sérvia), dois ótimos tenistas, mas que não são tudo isso na superfície lenta. Seria um pouco melhor que os tchecos, por exemplo.

A Áustria seria um duelo bem parelho a ser decidido muito provavelmente nas duplas. Eles têm Jurgen Melzer e uma boa dupla dele com Julian Knowle. O número 2 de simples deles é bem acessível aos brasileiros.

O Chile se torna uma boa opção. Fernando Gonzalez vem evoluindo, mas não é aquele tenistaque era temido até o ano passado. Nicolas Massu está decadente e os jogadores brasileiros tem qualidade para bater Paul Capdeville. Nossa dupla também é melhor que a deles.

Mas o melhor sorteio seria com a Índia ou Israel aqui no Brasil. Eles não são legais no piso lento. Os israelenses na casa deles, provavelmente no piso rápido, não é de todo mal. Seria parecido com que enfrentamos em setembro passado. Um time com um simplista top 100 mediano, uma ótima dupla e o segundo simplista fraco.

As opções estão aí. Agora você, caro leitor, pode opinar!





MaisRecentes

O legado Andy Murray



Continue Lendo

Federer começa animador em 2019. E não podemos dispensar Djokovic



Continue Lendo

O ano abaixo da crítica do tênis brasileiro 



Continue Lendo