Djokovic, o merecido Nº 1. A cereja no bolo ou a água no chope ?



Novak Djokovic, novo número 1 do mundo, sem contestação. Muito merecido. 48 vitórias em 49 partidas em 2011, sete títulos conquistados, um deles de Grand Slam (Australian Open) e outros quatro Masters 1000 (Miami, Indian Wells, Roma e Madri). Vitórias sobre Rafael Nadal (4), Roger Federer (3) e Andy Murray (2).

De quebra garante a vaga em sua 1ª final de Wimbledon, torneio que ele mais sonha em ser campeão. Agora é a cereja no bolo com o título ou a água no chope caso fique com o vice diante de Rafael Nadal ?

Para que os menos acostumados com o tênis entendam. O ranking de entradas da ATP conta o desempenho dos tenistas nas últimas 52 semanas. Nadal tem 12070 pontos e Djokovic 12005. O espanhol não pode somar nada pois é o atual campeão e mesmo ganhando o troféu permanecerá com a mesma soma. Djokovic, por sua vez, fez semis em 2010 (720 pontos) e já tem 1200 deste ano com a final. Portanto chegará no mínimo, aos 12485 (13285 se for o campeão).

Sobre a final. Não há favorito. Nadal e Djokovic chegam com campanhas iguais. Cada um perdeu três na competição. Cada um jogou basicamente o mesmo tempo nas semis (Nadal 2h59min, Nole 3h07min).

Os dois têm vantagens e desvantagens sobre o outro. Nole tem o ótimo retrospecto mental na temporada. Ganhou de Nadal quatro vezes e todas em finais, duas delas no piso favorito do espanhol. Em contrapartida, Rafa venceu todos os cinco jogos em Grand Slams disputados entre eles e tem uma série de 20 jogos de invencibilidade na grama do All England Club (campeão de 2008, 2010 e não jogou em 2009).

Djokovic tirou um peso enorme das costas que é o de ser número 1 do mundo. Mesmo assim nunca disputou uma final de Wimbledon, torneio mais tradicional do tênis e que mais sonha vencer, enquanto que o tenista do outro lado ganhou duas vezes e disputa sua quinta final.

Lado técnico e tático. Vejo atributos diferentes favorecendo o espanhol ao compararmos com as outras partidas. Está com um jogo mais agressivo no saque e no fundo de quadra. Atacando mais no forehand, no revés e jogando mais dentro da quadra, subindo de vez em quando à rede e variando com slices. E assim deve permanecer para olher frutos contra Nole.

O que aconteceu, sobretudo no saibro, foi que, em 1º lugar, o serviço de Nadal não foi tão efetivo e Djokovic imprimiu um jogo defensivo com contra-ataques mais eficientes que o do espanhol além de comandar os pontos atacando o revés e tirando Nadal da quadra.

Para domingo, Nole não terá todo este tempo (pelo quique mais rápido da bola) para defender como o fez no saibro e como sempre deve tomar as rédias do ponto. A começar pelo bom serviço para depois devolver bem o saque do espanhol. Sempre indo na dosagem certa. Se exagerar no jogo defensivo ou no agressivo, vai pagar.

Meu palpite é a vitória de Nadal. Mas confesso que fiquei muito em cima do muro.

Sobre as semis. Andy Murray caminha a passos largos para se tornar um novo Tim Henman. Três semis seguidas e três derrotas. Uma pena. Jogador com muito talento e que merece ganhar seu primeiro Grand Slam, mas cada vez mais esbarra numa síndrome e na pressão de nenhum local ganhar por lá desde Fred Perry em 1936. O escocês fez tudo certo no 1º set. Super agressivo, envolvente. Mas bastou errar algumas bolas seguidas e ele foi quebrado, perdeu o controle, a confiança e se desesperou. Faltou manter a consistência e agressividade por mais tempo.

A perda do 1º set custou caro pro Tsonga. Jogou como fez contra o Federer, mas viajou na Hora H e o sérvio fechou a porta. Tentou reagir, mas foi em vão. O sérvio sentiu claramente o momento de fechar o jogo. Fez 4/2 foi quebrado depois sacou pra partida no terceiro set, foi quebrado. A sorte é que o Tsonga estava meio avariado fisicamente e ele tinha boa margem no placar.

Curtinhas:

Na final feminina minha aposta é em Sharapova pela experiência. Mas Kvitova é uma ótima jogadora, muito agressiva e canhota, o que dificulta sempre pra uma destra como a Maria.

Brasil lutando pela final de duplas juvenil no feminino. Torcendo por Beatriz Maia, de apenas 15 anos.



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