Quem tem mais pressão ? Federer, Nadal, Djokovic ou Murray ?



É estranho não ver Roger Federer abrindo Wimbledon como acontecia todas as segunda-feiras quando começava o torneio. Afinal foram seis títulos e sempre o vencedor do masculino no ano anterior abre a competição no seguinte (se estiver presente é claro).

Mas Wimbledon não fica menos brilhante por causa deste mero detalhe. O estilo de toques, slices, agressividade, bom saque – técnica refinada e elegância – faz com que o suíço combine com a bela grama e por isso ele se dá bem por lá.

Roger não teve um início tão fácil nesta terça-feira, mas foi raramente ameaçado em seu serviço e dificilmente passará aperto pela segunda fase. Como afirmei em posts anteriores, Federer é o tenista que gosto mais de ver jogar e em seguida David Nalbandian. E o templo sagrado de Wimbledon aguarda a união da técnica neste provável entre os dois que ocorreria no próximo sábado. Aguardemos. E torcemos.

Para Djokovic uma estreia impecável, a melhor entre o top 4 na minha opinião.

O torneio de Wimbledon parece bem aberto entre os quatro melhores do mundo que vêm jogando muito bem. Um tema latente é a pressão. Qual deles sofre mais ? No meu entender todos chegam a Londres com ela por motivos diferentes.

Nadal, por exemplo, teria menos pressão pois já ganhou Roland Garros, tirou um peso das costas.  Mas mesmo não dizendo que não está ligando para o ranking, pode terminar o torneio em terceiro se cair até a semi e ver Federer campeão. Certamente ele não quer isso e tem uma chave dura pela frente se Milos Raonic, Juan Del Potro e Tomas Berdych entrarem no seu caminho.

A conquista de Nadal em Paris com a final contra Federer é positiva também para Djokovic. Tira um pouco o holofote em si que estava muito alto com as vitórias seguidas. Faz com que seu caminho seja um pouco mais sossegado em Londres. Mas quando chegar às finais a questão do número 1 voltará à tona principalmente se enfrentar Federer na semi.

O suíço por sua vez ganha mídia após sua bela participação na França e o ótimo tênis que vem produzindo e carrega o rótulo de ser o atual Rei da Grama buscando igualar o hepta de Pete Sampras.  Outro fator é a seca de Grand Slams.  Não ganha desde a Austrália no ano passado e vem perdendo espaço para Djokovic e Nadal.

Por último Andy Murray. Sempre o tema de quebrar o tabu do primeiro Grand Slam e conviver com a pesada imprensa britânica que não vê um campeão desde 1936.

Mello – Quando menos de espera de Ricardo Mello ele consegue um ótimo resultado. Sem nenhuma vitória na grama em sete partidas nível ATP ele tinha um qualifier na estreia em Wimbledon e tenista bem agressivo, o canadense Frank Dancevic. Perdia 2 sets a 0, tinha 2/5 no 4º set, salvou match-points e venceu. Brilhante vitória.

E mais uma prova de que um game muda tudo no tênis. Como afirmou após o jogo, no terceiro set teve um 0/40, se safou, venceu a parcial e passou a acreditar mais mesmo estando em desvantagem na parcial seguinte.

O Brasil não ficará no zero em simples em Londres, mas será difícil Mello avançar. Michael Llodra tem ainda mais qualidade e jogo que incomoda muito na grama: saque e voleio. Vamos torcer. Afinal ele entra como franco-atirador.

Curtinhas:

A mística de Isner x Mahut foi desfeita. Tiraram o jogo da quadra 18, mudaram o árbitro e ele durou apenas 2h03min. Vitória relativamente fácil do americano. Não teve graça. Tem gente dizendo que o Mahut chegou cansado da partida de 2010 (rsrsrs).

No feminino tocante a cena de Serena emocionada após vencer partida difícil na estreia. Também pudera. Ganhou quatro vezes este torneio e ficou quase um ano sem jogar com lesão no pé embolia pulmonar, cheia de problemas. Sharapova, Ivanovic e Wozniacki arrasaram.



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