Nadal, o Melhor de Todos no Saibro. Federer, o Maior no geral ?



Agora é incontestável. Rafael Nadal é o Maior Jogador de Todos os Tempos no Saibro. O sexto título do espanhol em sete participações em Roland Garros o coroam com este status ultrapassando o sueco Bjorn Borg. Seus números passam a ser maiores que os do nórdico. São 32 títulos no piso contra 30 de Borg, 81 vitórias cosecutivas, de abril de 2005 até maio de 2007, contra menos de 50 de Bjorn.

Só faltaria ao espanhol ganhar o maior número de títulos na superfície, mas isso não importa, os principais são os que valem para esta conta. E Nadal não pensa pequeno, que ganhar em todos os pisos e colhe frutos somando 10 Grand Slams, algo que ninguém imaginava em 2005, 2006 quando surgiu. Lamentável quem afirma que o espanhol não tem golpes, não tem talento e é um mero “baloeiro”. Somente esta característica e um grande poder mental não levam um tenista a vencer tanto e até mesmo em outros pisos.

Questões técnicas como o refinamento de estilo de jogo, arsenal de golpes e de número de vitórias levam a crer que Roger Federer seja o Maior de Todos os Tempos. Mas ainda falta transpor a barreira chamada Nadal em Roland Garros. E eu não gostaria de ser chamado de Melhor dos Tempos tendo menos que o dobro de vitórias de meu maior concorrente. Ainda há tem tempo, mas as chances estão se esgotando.

Para Federer, infelizmente, falta utilizar uma disciplina tática durante toda uma partida contra o espanhol principalmente no saibro – assim como fez Novak Djokovic. Ele faz tudo certo por curtos períodos, daí teima em viajar, querer fazer bonito, em não arrancar o pescoço. Gosta de abrir uma porta e pro Touro basta uma frestinha para reagir.

Começou a tradicional temporada de grama. Uma das que mais surpreende pela escassez de torneios e falta de costume de muitos em atuar no piso. Mesmo com a queda em Paris, Federer resgatou a confiança e volta a estar no foco para ganhar o Hepta. Nadal, Djokovic e Murray não vão deixar barato.

E já tem polêmica na área. Gerry Weber, diretor do torneio de Halle (Alemanha), está P da vida com Federer que desistiu em cima da hora do torneio. O suíço assinou um contrato vitalício para jogar o evento no ano passado e a organização havia alugado um jatinho particular bem como grande logística para trazê-lo ao evento. Entendo o lado do diretor. Ninguém quer perder um ídolo em seu torneio. Resulta em menos público, cobranças do patrocinador e etc.

Mas infelizmente a temporada de grama colada com o saibro não ajuda nesta primeira semana. Somente o Nadal mesmo para jogar em Queen´s e mesmo assim não se pode esperar muito dele lá.



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