A mais emocionante para Nadal. Federer não se ajuda…



E quem diria que Rafael Nadal pudesse ganhar o torneio depois de quatro jogos tão ruins na primeira metade do torneio. Tudo levava a crer que este não era o ano do espanhol ainda mais pelo cenário de confiança abalada após as derrotas para Novak Djokovic. Mas eis que seu melhor tênis surgiu na hora exata e a sorte lhe sorriu com a queda do sérvio na semifinal. Assim, esta conquista chega como talvez a primeira ou segunda na linha das mais emocionantes do espanhol em Paris – some aí ao recorde igualado de Bjorn Borg.

Sorte que poderia não ser tanta assim com o nível alto do padrão de jogo de Roger Federer. Mas o suíço insiste em NÃO SE AJUDAR, em não se manter taticamente disciplinado durante todo o jogo quando enfrenta Nadal e por isso perde tanto (17 quedas em 25 partidas). Federer joga o tênis correto – bola no revés do espanhol, variação com subidas à rede e curtinhas – em poucas oportunidades. Mas pela força mental do espanhol, é preciso realizá-lo sempre, assim como fez Djokovic.

Roger fez tudo o que deveria fazer durante 80, 85% do primeiro set que foi crucial no jogo. Saque e voleio, curtinhas, forçando a jogada no revés do espanhol. Perdeu um set-point, no oitavo game, ponto decisivo na partida, e no 5/3 e saque foi pra rede duas vezes com bolas no forehand, o melhor golpe de Nadal. Federer abriu a porta e Nadal, como de costume, não faz cerimônia, agarra a chance.

E Federer, que chegou com uma baita confiança na final após destronar Djokovic, fica mais uma vez com aquele gostinho amargo em Roland Garros contra Nadal. Jogou como nunca, perdeu como sempre. Uma pena, Federer teve uma ótima oportunidade, mas não conseguiu ganhar aquele título com o sabor que lhe falta na carreira.

Para Nadal, tira-se um peso enorme após as sucessivas derrotas para Nole, o faz chegar mais solto em Wimbledon, apesar de ter que defender o título, e ainda o mantem no topo por mais algumas semanas – sua saída de lá será inevitável. A diferença para Djokovic ficará em míseros 45 pontos.

Para Federer, fica mais uma vez um certo bloqueio mental quando vê Nadal do outro lado da rede. Mas resgata uma confiança perdida que pode lhe fazer dominar na grama londrina. Mesmo perdendo, Federer foi muito bem.

Palavras do Federer para pensar.

“Nadal jogou bem e mereceu a vitória. Mas sempre sou eu que dito o ritmo de jogo e decide como será. Se eu jogar bem, estarei quase sempre na liderança ou ganharei do Nadal. Se jogar mal, é quando ele ganha”.

Quero que vocês comentem esta declaração do Federer após a derrota em coletiva de imprensa.

Na minha opinião acontece um pouco isso sim, mas me leva a crer que o Federer então jogou mal a partida de hoje – o que definitivamente não foi o caso – e em outras 16 derrotas. É só pegar os números. Federer fez mais winners do que erros.



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