Marcos Daniel, o guerreiro. Merece despedida no Brasil!



Dias atrás escrevi sobre Ernests Gulbis, o talentoso letão que confessou sua fanfarronice, falta de vontade nos treinos e gosto acima do habitual de boites. Um exemplo a não ser seguido por qualquer tenista.

Hoje, infelizmente o tênis brasileiro vê o fim de carreira de Marcos Daniel, o oposto do letão. Um tenista que pela vontade, determinação nos treinos e perseverança conseguiu mais do que seu talento permitia, mesmo com uma série de problemas financeiros e de lesões.

Fora isso, Daniel ainda tem um grande caráter e personalidade. Nunca se escondeu da imprensa, falou abertamente sobre seus problemas, vitórias e foi um dos poucos a peitar e contrariar algumas imposições da Confederação Brasileira de Tênis.

Acabou gerando problemas com jogadores e ex-jogadores brasileiros por não aderir o boicote liderado por Guga na Copa Davis na outra gestão – em 2003. Era jovem, tinha necessidades em sua carreira, que já havia começado tarde pelas lesões.

Termina seu ciclo no tênis com 14 challengers vencidos (oito na Colômbisa, seis em Bogotá), 24 vitórias nível ATP, uma semi em Gstaad (Suíça) 2009, quartas de final em outros eventos, e o 56º como melhor ranking, sendo o 15º de melhor ranking da história brasileira. Veja os Maiores Tenistas do Brasil!

Se você é um jovem tenista, ou pretende se tornar um, está aí um exemplo a seguir. Batalhar, treinar diariamente, lutar, seguir acreditando e não se render aos aperitivos que o mundo de fora reserva.

Vida de técnico ? Em outubro do ano passado conversei com Marcos no challenger de Santiago (Chile) e ele já dava indícios de se aposentar. Não por esse problema no ombro, mas sim por outro, no cóccix. E me revelou que continuaria trabalhando no tênis, talvez como TÉCNICO, mas que antes iria aproveitar sua famíli (tem dois filhos)

Tomara que isso se concretize. Daniel tem tudo para se dar bem no ramo, muita experiência no circuito. Além do mais já treina com Larri Passos há alguns anos. Um grande professor.

 

Por que não uma despedida no Brasil ? Marcos Daniel deveria ganhar uma estátua em Bogotá. Fato. Lá ele é um Deus e faz os jogadores locais tremerem. Mas eu particularmente ficaria chateado se o brasileiro não fizesse algum jogo de despedida em nosso território.

Poderia ser em um challenger. Em julho/agosto temos Campos do Jordão (SP), por exemplo. Ou então em uma exibição. Quem sabe um jogo contra o Guga ? O gaúcho treinou no Instituto de Larri e Kuerten volta e meia está por lá.

Guga e Meligeni andaram marcando uma exibição pelo twitter. Com Daniel chegando, Flávio Saretta recém-aposentado, um mini-torneio entre esses quatro não seria nada mal.

Fica aí a ideia. Agora basta algum diretor de torneio ou empresário se mexer.

E você leitor pode dar sua opinião. Concorda comigo ? Daniel deveria de retirar aqui ? Em algum challenger ou exibição ? Opine!

 



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