Bellucci não precisava se enrolar. Bom teste



Perdi as contas de quantas vezes, neste ano, Thomaz Bellucci teve um jogo dominado e se enrolou sem necessidade nenhuma, apenas pelas próprias bobagens que comete diante de adversários mais fracos.

Hoje, sacando pro jogo, dois erros bobos, perda de saque e depois dupla-falta pra perder o set. Esse tipo de coisa acontece no tênis, até mesmo com monstros sagrados como Federer, Nadal e o restante do top 5. Mas chega até a irritar a frequência com que Thomaz vem se colocando nesta situação.

Como já viram, escrevo bastante chateado com a fase que vive Bellucci, com a gangorra com que se encontra em um jogo. Faz games, sets com nível altíssimo e outros com o de juvenil.

Mas em contra-partida vem sempre minha esperança de que este tipo de triunfo, salvando match-points, insira uma confiança que Thomaz perdeu no meio do ano passado e só encontrou por raros momentos. Afinal, sair de um buraco sempre faz um jogador crescer. E é bom que se lembre que seu 1º título, em Gstaad (Suíça) 2009, começou com através de situação parecida com a de hoje – salvando match-points contra um tenista pouco expressivo.

Sorte ou não ? Thomaz se livrou de Jo-Wilfried Tsonga. Mas na fase ruim que o francês está acho e a boa que vem apresentando o uruguaio Pablo Cuevas, seria melhor enfrentar o vice-campeão do Australian Open de 2008.

Mesmo assim, encarar o sul-americano na próxima sexta-feira será um ótimo indicativo. Em 1º lugar, Cuevas é ótimo tenista no saibro, saca bem e é firme no fundo – desafio pra consistência e tática de Bellucci. Em 2º lugar, está muito confiante. Ganhou de Andy Roddick no piso rápido e acabou de bater outro top 20.

Por último, é a prévia do duelo Brasil x Uruguai em Montevidéu na Copa Davis, a ser jogado em pouco mais de dois meses. Cuevas é o tenista do Uruguai a ser batido no confronto e dará para ter um bom parâmetro do que poderá acontecer em julho.

Boicote ? A Espanha pediu a mudança de piso no confronto diante dos Estados Unidos na Copa Davis, mas a ITF vetou a proposta dos europeus que terão que jogar num piso bem rápido semelhante ao do ATP 250 de San Jose (Califórnia). O presidente da federação local afirmou que seus principais jogadores podem não comparecer em protesto.

Parece ser mais choradeira da Espanha visto que o confronto de quartas de final do Grupo Mndial é logo após Wimbledon e tenistas como Nadal não vão gostar nada de trocar prum piso duro e bem rápido.

Aguardemos os próximos capítulos.

 

Curtinhas:

Ótimo resultado de Mello em Belgrado (Sérvia). Ganhou do John Isner e fez oitavas.

Só não dá pra entender seu calendário. Tenista do Top 100,  joga dois challengers no Brasil, viaja pra Europa pra jogar uma semana e ficará encostado só treinando até Roland Garros.

Não seria melhor tentar o quali dos Masters de Madri, Roma, o ATP de Nice ou então jogar os diversos challengers no saibro que tem por lá ao invés de apenas treinar em condições diferentes aqui no Brasil ?

Se perder na estreia de Roland Garros, torneio onde nunca passou da 1ª rodada, e disser que “faltou ritmo de jogo” será o cúmulo.

 



MaisRecentes

Nadal chega em Paris com sobras. Djokovic pode brigar



Continue Lendo

Nadal não será afetado por derrota em Madri. Zverev cresce, mas precisa confirmar em um Slam



Continue Lendo

Triplo 11 de Nadal ?



Continue Lendo