Gulbis, o tenista da night que detesta treinar



Talento é importante, mas não basta. Falta de treinos, além de muito divertimento com a vida noturna, levam muitos jogadores com potencial a se perderem pelo caminho principalmente na rotina diária do tênis.

Então hoje trago uma entrevista de um tenista que já poderia estar no top 10, mas que só não está porque adora a noite e detesta treinar. Um exemplo a não ser seguido, mas que é comum.

O nome dele é Ernests Gulbis. Todo mundo já sabia que o letão era chegado em uma farra. Anos atrás foi preso na Suécia por levar prostitutas ao hotel no ATP de Estocolmo (naquele país contratar tal serviço é crime). Nesta semana Gulbis confessou seus gostos fora do tênis ao jornal britânico The Independent.

“Nos treinos eu gosto de jogar pontos e competir, mas a parte física diária, com drills, academia, não gosto”,disse o tenista: “Até gosto de correr um pouco, ouvindo música, é uma meditação pra mim, mas não consigo dar o máximo nos treinos por um longo período”.

Gulbis assombrou na temporada de saibro em 2010 ao derrotar Roger Federer em Roma, e levar Rafael Nadal ao 3º set na semifinal. Mas horas depois, desembarcou no aeroporto de Riga, na Letônia e…: “Chegamos à uma da manhã e fomos direto pra boite. Não lembro até que horas ficamos lá. Encontrei uns amigos e voltei pra casa”.

Dois anos antes, em Wimbledon, Gulbis perdeu cedo em Wimbledon após jogar quatro sets contra Nadal, mas a exibição o relaxou: “Depois disso voltei pra Letônia e tive a melhor semana de minha vida, não fiz quase nada de tênis, me diverti muito”.

O letão declarou ainda que “não se pode ir para a noite toda hora”, mas que é “uma pessoa normal” e que “não gosta da paranóia de só pensar em tênis”. Apesar disso ele revela não ser um viciado na noite e que durante os torneios tenta manter ao máximo a rotina de viver a competição. O problema com a vida noturna é maior quando está em seu país: “Tenho vários amigos que cresceram junto comigo. Dizem que lá eu não durmo antes das quatro, cinco da manhã, toda hora me chamam pra sair, não posso ficar três ou quatro dias por lá”.

Por esses problemas, o jovem de 22 anos pensou até em abandonar o esporte, mas não quer viver na aba de seus pais milionários: “Pensei muito nos últimos meses. Por um lado não gosto do tênis. Não gosto das viagens, a atenção, a pressão. Mas por outro penso. Com 22 anos o que vou fazer ? Ir pra faculdade, pra casa, não fazer nada, talvez viver com o dinheiro dos meus pais. Mas eu preferi ficar no tênis, ainda gosto de competir”.

Gulbis admite que está tentando mudar essa rotina e um dos responsáveis é o seu técnico, o argentino Hernan Gumy. Os dois estão buscando um meio-termo para seus gostos fora do esporte.

“Entendo que preciso trabalhar. Não quero viver na aba do sucesso de outros. Quero ser responsável pelo que faço”.

Ele ainda acredita que pode fazer um estrago maior no tênis: “Sei que se jogar meu melhor tênis posso ganhar de qualquer um. Não é que eu esteja sendo muito confiante, é que se você perguntar, ninguém gosta de me enfrentar, saco bem, sou muito agressivo e não dou ritmo. Agora, se eu estiver em má forma, perco pra todos”.

Opinião – É por essas e outras que muitos jogadores trabalhadores e com menor talento conseguem se destacar em relação  certos outros. No tênis não se há muito tempo para namorar, para comemorar, para relaxar, a competição é muito acirrada. É preciso batalhar dia-a-dia por um lugar ao sol.

O tênis brasileiro está evoluindo quanto a isto,  vejo vários jovens com mentalidade trabalhora, mas uma pena que muitos deles sigam o modo Gulbis de viver e até divulguem suas nights nas redes sociais. Aí depois você olha os resultados que condizem o que andam fazendo…



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