Nadal na marra. Bruno Soares brilha



Andy Murray deu uma resposta aos corneteiros de plantão que criticaram a opinião deste blogueiro que vos fala. Recebo muito bem às cornetadas de alguns de vocês (são poucos), é bem saudável debater, enriquece tanto a mim quanto aos demais leitores com conteúdo, mas desde que seja com educação e sem ofensas.

Lembro bem de uma frase de Fernando Meligeni numa de minhas mil entrevistas com ele quando era capitão do Brasil na Copa Davis – “o tênis é cíclico”. Este esporte muda a toda hora. Murray que não estava jogando nada desde a derrota na Austrália, ganhou dois, três jogos, readiquiriu parte da confiança e quase aprontou pra cima de Rafael Nadal que, assim como havia afirmado, segue sem jogar seu melhor tênis em Monte Carlo.

Contribuíram, é claro, os 18 erros não-forçados do espanhol no segundo set, mas Andy provou o seu valor e que, se conseguir manter tal nível por período maior de tempo, pode sim derrotar Nadal no saibro.  O escocês tem o arsenal de golpes para derrotar qualquer um do circuito e só não é número 1 do mundo pois ainda tem a mente frágil, principalmente nas rodadas decisivas de Grand Slams. Sem dúvida este resultado vai levantar seu moral abalado para o restante do ano.

O espanhol, por sua vez,  segue mostrando porque é o Número 1 . Viu que as coisas estavam péssimas e tratou de readiquirir confiança usando a tática do balão no início do terceiro set e se aproveitou da queda de regularidade de Andy.

Briga pelo Número 2 do ano – Agora, para este domingo, se Nadal jogar mal ou mais ou menos, vai ter que sofrer as mesmas 3 horas de hoje ou pode até perder para um confiante, valente e regular David Ferrer. Detalhe curioso. Quem for o campeão ascende como o segundo melhor da temporada. O derrotado sai com o terceiro lugar e Roger Federer automaticamente cai pra quarta posição.

Quebra de jejum ? Nadal ganhou 29 das 31 finais realizadas no saibro. O único a derrotá-lo foi Roger Federer em Madri 2009 e Hamburgo 2007. Se vencer o 30º caneco iguala Bjorn Borg, recordista de Roland Garros com seis canecos, e os espanhois Manoel Orantes e Jose Higueras. Acima somente Thomas Muster com 40 e Guillermo Vilas com 45.

Brasil na final – Desde 2003 em Indian Wells, há mais de oito anos, não tínhamos o Brasil representado numa final nível Masters 1000. Na época Guga havia perdido para Lleyton Hewitt. Nosso último título foi em agosto de 2001 com Kuerten em Cincinnati.

Bruno Soares atingiu a decisão ao lado do argentino Juan Ignacio Chela em Monte Carlo na primeira semana juntos derrotando os vice-campeões do US Open e dupla número 8 do ano. Se vencerem entram no top 8 ultrapassando o próprio Soares e Marcelo Melo que ocupam o nono lugar da temporada.

Melo segue com o tornozelo lesionado. Obviamente ele está torcendo para o Bruninho, mas a pulga segue atrás da orelha. Afinal, os dois nunca venceram um jogos de Masters 1000. Jogaram pouco é verdade, cerca de cinco torneios.

Nadal na marra. Bruno Soares brilha
Andy Murray deu uma resposta aos corneteiros de plantão que criticaram a opinião deste blogueiro que vos fala. Recebo muito bem às cornetadas de alguns de vocês (são poucos), é bem saudável debater, enriquece tanto a mim quanto aos demais leitores com conteúdo, mas desde que seja com educação e sem ofensas.
Lembro bem de uma frase de Fernando Meligeni numa de minhas mil entrevistas com ele quando era capitão do Brasil na Copa Davis – “o tênis é cíclico”. Este esporte muda a toda hora. Murray que não estava jogando nada desde a derrota na Austrália, ganhou dois, três jogos, readiquiriu parte da confiança e quase aprontou pra cima de Rafael Nadal que, assim como havia afirmado, segue sem jogar seu melhor tênis em Monte Carlo.
Contribuíram, é claro, os 18 erros não-forçados do espanhol no segundo set, mas Andy provou o seu valor e que, se conseguir manter tal nível por período maior de tempo, pode sim derrotar Nadal no saibro. O escocês tem o arsenal de golpes para derrotar qualquer um do circuito e só não é número 1 do mundo pois ainda tem a mente frágil, principalmente nas rodadas decisivas de Grand Slams. Sem dúvida este resultado vai levantar seu moral abalado para o restante do ano.
Briga pelo Número 2 do ano – Agora, para este domingo, se Nadal jogar mal ou mais ou menos, vai ter que sofrer as mesmas 3 horas de hoje ou pode até perder para um confiante, valente e regular David Ferrer. Detalhe curioso. Quem for o campeão ascende como o segundo melhor da temporada. O derrotado sai com o terceiro lugar e Roger Federer automaticamente cai pra quarta posição.
Quebra de jejum ? Nadal ganhou 29 das 31 finais realizadas no saibro. O único a derrotá-lo foi Roger Federer em Madri 2009 e Hamburgo 2007. Se vencer o 30º caneco iguala Bjorn Borg, recordista de Roland Garros com seis canecos, e os espanhois Manoel Orantes e Jose Higueras. Acima somente Thomas Muster com 40 e Guillermo Vilas com 45.
Brasil na final – Desde 2003 em Indian Wells, há mais de oito anos, não tínhamos o Brasil representado numa final nível Masters 1000. Na época Guga havia perdido para Lleyton Hewitt. Nosso último título foi em agosto de 2001 com Kuerten em Cincinnati.
Bruno Soares atingiu a decisão ao lado do argentino Juan Ignacio Chela em Monte Carlo na primeira semana juntos derrotando os vice-campeões do US Open e dupla número 8 do ano. Se vencerem entram no top 8 ultrapassando o próprio Soares e Marcelo Melo que ocupamo nono lugar da temporada.
Melo segue com o tornozelo lesionado. Obviamente ele está torcendo para o Bruninho, mas a pulga segue atrás da orelha. Afinal, os dois nunca venceram um jogos de Masters 1000. Jogaram pouco é verdade, cerca de cinco torneios.


  • Paulo Filho

    Eu gostei muito da forma como o Murray jogou hoje. Se ele não estivesse lesionado, talvez até pudesse estragar a festa do hepta do Nadal. O único problema dele, como bem apontado por vc, Fabrizio, é a cabeça. O arsenal de golpes dele é dos mais completos do circuito e seu físico é dos melhores também, só peca nos momentos importantes.

    Em relação ao Nadal, só acho que ele precisa calibrar mais os braços e voltar a sacar como ele estava sacando por toda a temporada de piso duro entre o US Open e Miami, porque de resto, principalmente nas correrias, ele continua muito bem. Eu aredito que a final contra o Ferrer seja um belíssimo jogo, mas sem muita técnica, porque o Ferrer joga muito na correria e regularidade, coisas que o Nadal faz com maestria (e melhor até que o próprio Ferrer), fora que o Ferrer quando fica atrás no placar costuma perder a cabeça com certa facilidade. Vamos ver. Pra mim será um duplo 6×4 para o Nadal.

    Fabrizio, gostei muito deste post e principalmente da sua resposta aos corneteiros. Eles sempre vão existir, é verdade, mas os verdeiros jogadores estão aí pra provarem seus valores. Eu gostaria muito que o Murray deslanchasse, porque gosto muito de ve-lo atuar.

    Eu queria muito assistir ao jogo do Bruno Soares, mas não sei se algum canal vai televisionar. Fabrizio, vc sabe?

    • Fabrizio Gallas

      Paulo,

      Acredito que não vai transmitir, Duplas não tem transmissão na TV normalmente.

      • Paulo Filho

        É uma pena. Eu só assisto jogos de duplas quando são da Davis. Particularmente eu adoro ver grandes voleios e passadas, e acredito que muita gente também goste. Os canais de esportes do Brasil bem que poderiam investir um pouco nisso, né?

  • Marcus

    Cara, eu nao sei pq ainda leio os seus comentários.
    Impressionante a pejoratividade na hora que vc fala dos ‘balões’ do nadal.
    É simplesmente uma bola que passa POUCO centimetros acima da média de bola dos outros jogadores e como diz gasquet “é uma montanha q vem emcima de vc”, a maior rotação de todos os tempos.
    Se nos disponibilizarem estatísticas, a média das bolas do murray passavam na mesma ou se não mais altas ainda, logo no backhand do espanhol, pq vcs adoram criticar q ele só joga no backhand dos outros. A média das bolas do djokovic em miami e indian wells tinham mais de 30cm de altura A MAIS que as do espanhol.
    Vc vai perguntar, ‘isso tudo só pq eu falei dos balões’, e eu vou te responder q sim.
    Abraços

    • Fabrizio Gallas

      Não estou sendo pejorativo com os balões do Nadal. Às vezes é feio, mas é jogo, e todas as armas devem ser usadas desde que seja lícita. E o Nadal não estava com confiança no momento, precisava readiquirí-la.

    • guilherme

      se mordeu kkkkkkkkkk

  • guilherme

    6-1 no terceiro é ganhar na marra??

    • Fabrizio Gallas

      Se o Nadal começa o 3º set errático como estava, as coisas não iriam bem pra ele. Às vezes um ou dois games mudam a história. E o Murray praticamente morreu com a quebra.

  • guilherme

    que o nadal ganha no saibro ninguem duvida, mas negar os baloes que ele usa… é so negar a verdade.

  • cristiane

    Achei o jogo bem disputado dos dois lados, Quebra para lá, para cá….com os dois disputando os sets com dificuldade. Enfim, para nós jogadas incríveis, erros, mas bom nível de ambos os lados. Não importa se não é a mais bela jogada, mas cada um usa as armas que possui.
    Murray sempre vem com aquelas caras de dor, de quem está cansado para tentar fazer com que seu adversário acredite e manda ver….
    E jogou muito!
    Mas logo perde a confiança e começa a errar e…de repente as dores aparecem?
    Nossa!!!
    Nadal é agressivo, equilibrado e mesmo não tendo jogado o seu melhor foi para cima e derrotou o Murray.
    Acredito que amanhã tenhamos um excelente jogo e com Nadal campeão!

  • Jogaço. Gravei o jogo e já revi alguns momentos da partida. Esperei o terceiro set mais equilibrado. Uma pena Murray não manter a regularidade! Grande jogo!!

  • Branca

    Olá Fabrizio,
    Comentei antes com você, o Murray está muito à vontade no saibro. O Nadal que tome muito cuidado. É a velha hitória: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. O jogo de tênis muda todos os dias, e os atletas sempre buscam os caminhos das vitórias.
    Abraços

  • jadir

    caro sr. Marcos – “pejoratividade” é muito Tites para o tenis. Negar que o Nadal apela com enormes balões, é cegueira ou burrice. O Diokovit está usando contra o pedreiro espanhol, o mesmo esquema de jogo do rei das cuecas, balão nele.

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