Segredo de Djokovic é a devolução. Sérvio tem o dobro de pontos dos rivais



O blog de hoje traz algumas estatísticas interessantes após o término da primeira parte, o primeiro trimestre no ano com um Grand Slam, dois Masters 1000, três ATPs 500 e diversos ATPs 250.

A principal é a disparada de Novak Djokovic como o melhor do ano, um ranking que não é divulgado pela ATP, mas que será contado lá na frente, após o US Open para definir os oito classificados pro ATP Finals e o campeão de 2011.

Nole venceu os três principais eventos do ano e mais um forte ATP 500 e soma 4500 pontos em 2011, o dobro de vantagem para Roger Federer que vem em segundo com 1990 contabilizando um título, o ATP 250 de Doha (Qatar), um vice, em Dubai, e duas semis nos Masters 1000 e outra em Melbourne.

Quem seria o terceiro colocado ? Rafael Nadal ? Não. O espanhol perde para o compatriota David Ferrer por apenas 10 pontos de vantagem. David ganhou títulos em Acapulco, Auckland, semis na Austrália e quartas em Miami. A parada de um mês prejudicou Rafa que mesmo assim saltou do 13º pro 4º posto no ano com as duas finais nos Estados Unidos. A desvantagem deles para Federer é de pouco mais de 300 pontos.

Um pouco mais atrás e bem colados estão Robin Soderling e Andy Murray seguidos por Nicolas Almagro, Tomas Berdych e…Juan Martin Del Potro. O argentino, que saltou do 485º pro 45º lugar em dois meses, está empatado em oitavo lugar na temporada com o tcheco.

Federer e Del Potro tem algo em comum. Foram os que mais jogaram. Delpo disputou 27 partidas e venceu 21 e Federer jogou 26, ganhando uma a mais. Almagro, Berdych e Djokovic vem logo a seguir. Rafael Nadal é apenas o 11º que mais jogou, venceu 17 em 21 partidas. O brasileiro Thomaz Bellucci se encontra em 25º com 17 partidas disputadas e um aproveitamento de 58,8% (10 vitórias e 7 derrotas), aproveitamento melhor do que o top 10 espanhol Fernando Verdasco que tem recorde de 8-7.

Djokovic, sem dúvida, é o de melhor aproveitamento, 100%, podendo igualar a segunda melhor marca de início do ano de Ivan Lendl em 1986 se ganhar uma partida em Monte Carlo. Atrás dele está Soderling com 86,4% seguido por Federer com 84,6%. David Ferrer e Rafael Nadal estão empatados em 4º com 81,0 %.

Devolução é o segredo de Djokovic – Entre outros números Djokovic se destaca na devolução. Ele lidera nos pontos ganhos na devolução de 2º serviço (59%) e também nos games ganhos na devolução (43%). Se encontra em segundo lugar com 36% dos pontos ganhos na devolução de 1º serviço e en 3º com 50% dos break-points convertidos.



  • Felipe

    Olha Fabrízio, sinceramente, acho que estes números explicam pouco o porquê de o servio estar inbatível até o momento. A verdade é que não é só na devolução que ele evoluiu. Seu Forehand também melhorou (encarou o forehand do federer de igual pra igual nos três jogos). O saque também, como você mesmo disse anteriormente, está com melhor aproveitamento, número de winners com o backhand também aumentou. Então acho que esta estatística é apenas uma das razões pelas quais o sérvio está invicto!!! Você concorda comigo??????

  • sergio neves

    Nole merece todos os titulos conquistados, seu segredo: O olho do Tigre e a imensa vontade de ganhar.Federer continua sendo o melhor de todos os tempos, mas suas prioridades sao outras e respeitem por tudo de magico e suas inumeras conquistas. Sergio Neves-Bh_Mg

    • LucasFG

      +1
      Nole está com sangue nos olhos, focado em todos os pontos, melhorou todos os seus golpes (principalmente o saque), está como o melhor físico e com 150% de confiança….

  • Helio Rodrigues

    O Nole vem num crescendo incontestável o que se reflete em seus títulos e sua invencibilidade neste ínicio de ano. Nota-se no seu semblante a determinação de vencer. Não sabemos até quando ele manterá este nível principalmente agora na mudança de piso e com o Nadal em seu calcanhar.
    O Federer é determinado e não é de se conformar em ter papel secundário em nenhum cenário, daí a sua chegada antecipada e o seu treinamento para enfrentar o piso lento.
    Enfim infelizmente com a decorrada do Murray, vamos ter muitas emoções e grandes jogos patrocinados pelo trio da dianteira.

  • João

    Fabrício, pode ser que esteja errado. Mas, no início dos trabalhos com Annacone Federer começou a devolver muito mais. Passou a utilizar o bloqueio do saque na esquerda e o ataque dos saques na direita. Antes de Annacone, o suiço usava muito aquele slicy…Foi começar a usar a devolução com top spin e a fluidez de seu jogo voltou ao que era antes. É claro que essa devolução é pouco recomendável para jogar com o Nadal, com quem sim ele deveria devolver no slice. Mas me lembro de ver que notoriamente os jogadores na Master Cup não conseguiam jogar um ponto sem que ele devolvesse o saque, e isso aconeteceu na primeira fase e na semi e na final. É disso que talvez resulte a percepção de que o problema de Federer não é tanto físico ou técnico (sua técnica ainda muito superior à de todos), e sim de interesse, incentivo ou entusiasmo; aspectos mentais que ficma evidentes quando ele visivelmente demonstra não querer estar em quadra.

    • Henrique S.

      João, achei desrespeitosa a sua colocação que diz que o suíço não tem interesse ou entusiasmo. A maneira mais contida de ele se portar em quadra é característica de seu jogo desde que ele se estabeleceu entre os tops. Antes disso, ele era esquentado e por isso tinha dificuldades de se firmar. Ele é, antes de tudo, um profissional e merece respeito. Quanto ao slice de devolução, concordo com você quando diz que Annacone melhorou o jogo do suíço ao fazê-lo bater mais na bola. O problema é que, nos últimos jogos, ele ainda não achou o meio termo entre bater e tirar o peso. Porém, discordo completamente quando você diz que ele deveria usar mais o slice contra o Nadal. Para vencer o espanhol, é preciso diminuir o tempo que ele tem para a reação. Por isso, o slice não é recomendado, já que dá muito tempo para se posicionar e bater. Tanto isso é verdade, que quando o suíço usava o slice, Nadal sempre conseguia fugir do backhand e passava a comandar o ponto com o forehand.

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